Na
era das ideologias, toda a gente pode ter voz no capítulo. Pena é que não me
fale do ano de 2017. Esse sim, dava pano para mangas. E se julga, ministro, que
é a sucessão de instantes verborreicos que cria a aparência dos bons
desempenhos governativos, então o melhor é, de oralidade suspensa e pupilas no
vago, neste particular, e se calhar noutros, procurar discurso mais
convincente. E, se a tentativa do que diz é dar vista a uma parte dos que
persistem em ser cegos, parece-me, mesmo assim, que as suas declarações são um
péssimo propósito de oftalmologia política. De treta estou eu farto. O que vale
é que todas as invulnerabilidades (aquelas em que o senhor se escuda tolamente)
são como as de Aquiles, há sempre um calcanhar que as atraiçoa. Vá pasmar néscios.
A mim, não!
Mário
Rui
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