O ex-Presidente da República Jorge Sampaio diz que a "austeridade excessiva pode prejudicar terrivelmente a democracia" (ver aqui.) . De facto é verdade. Mas convirá acrescentar que a democracia também está seriamente ameaçada por outras coisas. Não menos importantes e ‘pornograficamente’ incompreensíveis. Tanto me esforço por encontrar pessoas com propriedade moral para dizerem de sua justiça que, cada vez mais, acho que já não há caminho possível.
Corre pelas redes sociais uma notícia a propósito da Fundação Cidade de Guimarães e seus ‘trabalhadores’ que, a ser verdadeira, parece surreal.
Mas que raio!
Jorge Sampaio é o Presidente do Conselho de Administração: 14.300€/mês, além da viatura, telemóvel e mais 500€ como prémio de presença em cada reunião.
Carla Morais, Administradora Executiva: 12.500€/mês, além da viatura, telemóvel e mais 300€ como prémio de presença em cada reunião.
João B. Serra, Administrador Executivo: 12.500€/mês, além da viatura, telemóvel e mais 500€ como prémio de presença em cada reunião.
Manuel Alves Monteiro, Vogal Executivo, 2.000€/mês, além de uma ajuda de 300€ pela sua presença em cada reunião.
Há 15 personalidades no chamado Conselho Geral, entre as quais figuram nomes como Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço. Se exceptuarmos os 500€ a receber por J. Sampaio, os demais colectam 300€ em cada reunião. Em suma, apenas em salários, a coisa ronda 1,3 milhões de Euros anuais.
Mário Rui
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