terça-feira, 29 de outubro de 2013

Partes de uma gestão não participada


Parte I- É curioso. As crises políticas portuguesas, bem assim como uma certa “democracia”, dão a volta à mente de algumas pessoas. Quer se trate de monarquia ou de um dado regime em que, supostamente, o povo exerça alguma soberania, directa ou indirectamente, é sistema de governo que se presta às mais vulgares considerações.
Parte II- Vejamos, Freitas do Amaral acha que, e passo a citar; «estamos numa das situações mais graves que Portugal viveu ao longo dos seus 900 anos de história. Só comparo esta situação em gravidade, em perigo para existência de um país chamado Portugal, à crise de 1383/85, que felizmente acabámos por ganhar com a batalha de Aljubarrota, e aos 60 anos [1580-1640] de ocupação castelhana através dos Filipes» (entrevista à Antena 1, em 06 de Junho 2013)
Parte III- Cito mais; «a lei não é proporcional nem progressiva, é regressiva, visa aprofundar a destruição das classes médias», e prossegue; «ora, sem classes médias fortes e com boas perspectivas de futuro, é a própria democracia que fica em perigo. É altura de dizer basta e de fazer este governo recuar, porque a continuar por este caminho, qualquer dia temos aí uma ditadura» (jornal Económico, em 27 de Outubro 2013).
Parte IV- Pois bem, como disse no início, tudo isto é curioso. Dissecando tanto quanto possível semelhante tautologia, concluo do seguinte modo; este douto lente, sendo que neste passo entendo ‘lente’ como tratando-se de disco de cristal por meio do qual se vêem os objectos em ponto muito maior ou muito menor que o natural, acha que a actual crise só se compara às de 1383/85 e 1580-1640! Claro que crises assim vividas, pelos outros, e durante 62 anitos, é sempre coisa que convém confrontar, está visto, posto que em tudo se assemelham à de agora. Ou seja, Freitas do Amaral, concluído que foi um trabalho de pensamento político verdadeiramente “socialista”, como aliás ele sempre assumiu desde o 25 de Abril, pugnando pelo regresso dos bens e propriedades particulares à colectividade, só agora descobriu , apesar da sua tal novel nervura “socialista”, que os tempos difíceis, os de conjuntura ou momento perigoso que ora vivemos, devem ser travados, sendo então altura de dizer basta porque a continuar por este trilho, qualquer dia acordamos com uma ditadura a bater-nos à porta.
Parte última- Eu nasci ontem e como tal desculpem-me o facto de não saber bem em que altura nasceu este “socialista”. Mesmo assim, presumo que terá sido lá pelos anos de 40. Ora, como ainda por cima sou pobre de memória, outro remédio não tive senão ir à enciclopédia livre. Chamam-lhe também de ‘wikipédia’, o que deve ser qualquer coisa de suma abertura de espírito já que, neste compêndio, diz que este senhor passou por parte da era governativa de Salazar e toda a de Marcelo e demais correspondentes proporcionais. Pese embora a minha tenra idade, vi, vivi, li e senti todos esses anos de amargura e, note-se, não estou a vitimizar-me porquanto quero continuar honesto. Não fui dos mais desamparados. Mas olhei os meus antepassados próximos e os meus semelhantes a comerem o pão que o diabo amassou. Descalços, com frio e fome! Diziam, e com razão, que uma sardinha tinha necessariamente de ser dividida por cinco ou seis bocas. Os meus avós paravam por horas sofridas numa qualquer fila de espera até que recebessem uma ração de açucar e sabão! Os que comigo brincavam, no mais das vezes, à noitinha iam à “sopa dos pobres” enganar a barriga. Depois, mais anos escuros volvidos, despedi-me de amigos do peito acenando-lhes à partida do vapor que largava esperanças perdidas num mar imenso e numa guerra estúpida. Eram tão perdidas que eles próprios, os meus íntimos, por lá ficaram sem saber porquê. Nem a eles nem às suas famílias em particular foi explicado, se é que tinha explicação, a que credo ofereciam o melhor que tinham, a sua vida! Os que por cá miseravelmente iam ficando, perdiam-se em interrogações vãs pois que nem no papel podiam verter as lágrimas de tanto sofrimento. A maior parte, gente honesta, digna, de grandeza humana superior, não tinha direito a pena que escrevesse só porque não tinha escola onde aprender. É por tudo isto que jamais chegarei a “socialista” e muito menos a “novo-socialista”. É por tudo isto que, hoje, não me faz falta absolutamente nenhuma a voz do senhor Freitas. Bem gostaria de a ter ouvido nesses tempos de outra cruel crise. O senhor estava lá, já em 1967 era doutor em Ciências Jurídico-Políticas. E não falava nessa altura? E não denunciou o sujo trabalho que condenou os da minha casta a uma existência animal? E não denunciou as evidências caídas das árvores dos tristes acontecimentos que não atenderam a nenhum outro interesse que não o da amargura do meu povo? Nunca ouvi a sua voz. Ditadura, como o senhor alvitra, pode bem ser a que aí vem de novo, mas nunca a que as suas palavras nos querem fazer crer. É outra com toda a certeza, mas para essa nós cá estaremos. Mesmo sem a sua ajuda, já sabemos ler, escrever, pensar e agir. Lutar, também! Alcançámos toda esta nascente abundante de frutos à nossa custa e jamais à custa de sons inaudíveis que, no momento certo, permaneceram como eram! Hoje, prestam-se ao discurso insípido, coisa assim do género pintado com tons caritativos e humanitários como que a fazer lembrar a todos nós o que de pior tem qualquer tentativa de reabilitação política. Realmente o remorso é tão inútil depois como durante e antes do mau acto cometido. Nunca gostei de átonos! O actual governo até pode ser, sendo-o de facto, abominável. Não gosto nada dele, mas tem sobre alguns uma grande vantagem; não me engana!!!

Mário Rui

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

«Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus»



Há Estados que são a prova provada de como certos políticos podem ter sucesso no acto de oprimir os outros tendo sempre em mente o ganho próprio.  Hoje, mais uma vez, confirmei esta opinião. Claro que um regime com a idade de 39 anos onde sempre prevaleceu o mando de alguns poderosos, em todas as questões,  jamais poderia ter sido baseado na justiça. Essa é de resto a razão pela qual são poucos os homens que conseguiram fugir a esta espécie de destino de servir tanto ao Diabo quanto a Deus. Talvez deste rol isente apenas um. Está na foto e, sinceramente, aos outros três apenas lhes posso acenar com um leve suspiro por tudo o que de parcial, iníquo, deram ao meu país. Parcial, disse bem! Não me enganei! De facto, de toda a vivência que levo de um país disposto segundo as leis dos que nos desgovernaram continuadamente, apenas me fica a certeza de que os que se entregaram completamente aos seus semelhantes são, muitas vezes, por eles considerados inúteis e egoístas; mas os outros que se deram parcialmente são regra geral entronizados como benfeitores e filantropos. Vale isto, segundo a minha opinião, tanto para o “meu” governo, uma organização política que é também o governo do escravo, quanto para presidentes que contribuíram ‘solenemente’ para a lei marcial a que estamos submetidos. Podem dizer-me que não tiveram acção governativa que levasse a tal estado de coisas. O tanas, digo eu! Quando um país que se elegeu como refúgio da liberdade é composto de escravos, quando todo um país é assaltado diariamente e ainda por cima por um exército invasor que é o nosso, então eu só devo poupar os que não se aliaram a essa força de ocupação. Homens que, rareando, ainda vão dando algum alento ao que é gregário, saudável, e jamais devo eximir os que perguntam se os asilos, os hospitais, as casas-da-sopa, as instituições de solidariedade, estão em boas condições de funcionamento. Esta última irmandade secreta ajudou também, aí permanecendo hoje, à construção deste infame viver, à existência desta ‘Descompanhia de Seguros Mútuos’, ao apoio prático às injustiças. Pouco fizeram que nos ajudasse a um enterro decente! Por último, quase me esquecia, devo dar nota do modo como hoje fui novamente esbulhado dos meus direitos. Para pagar a minha cota de tributo, imposto pago por este servo ao feudalismo, quais relações de suserania e vassalagem, o Estado faminto levou-me mais 6% da minha, agora indigente, segunda infância. Taxa determinada exclusivamente pelo arbítrio dos que me enviam à pobreza, é afinal o preço a pagar pela manutenção da capela de alguns. Só espero que esta injustiça, mais uma, provoque tal atrito na máquina do governo que só possa levá-lo a emperrar de vez. Ao governo  e ao que está mal na ‘Constituição’ de leis que permitem a condenação do inocente e a absolvição dos que, em nome da democracia, da difícil lei da vida manhosamente se vão esquivando. Penso mesmo que não são nada justos, estes últimos; então, mas não deveriam ser pessoas sempre gratas à instituição que os enriquece? O vil metal acalma muitas perguntas, não é?
Deus me ajude a livrar-me das misérias que condeno!!!

Mário Rui

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A origem das espécies



A origem das espécies
Não ando à procura de ‘espantalhos’, mas julgo como verdadeiros culpados os jornalistas que, com brilhantes excepções, informam e interpretam os acontecimentos de acordo com as suas conveniências pessoais, ludibriando a fé dos seus leitores. E julgo também culpados os que, podendo, não usam as suas privilegiadas mentes em busca das causas da persistência de tanta estupidez. A grande preocupação que aí está é: por que motivo continuam todos estes actores – um e outros – tão bárbaros? E por que motivo continua a ser a jornalista de uma certa “esquerda caviar” a conduzir tais conversas. Bate certo, não é? A coisa fica sempre mais Clara quando nos ocorre que ninguém vai a um restaurante para comer o cardápio. Mas, não podia ser um mentecapto qualquer de direita a fazê-lo? Dado o abismo cada vez maior entre o universo mediático-educacional e a realidade, teria sido indiferente. E quem sabe se, mesmo de direita e mentecapto, não teria perguntado acertadamente ao entrevistado de que valeu - dando continuidade ao papel dos seus antecessores – o discurso de uma falsa visão do país que éramos tentando assim atrair o povo para a construção de um futuro que, afinal, é feio demais para que o suportemos. Darwin estava certo; «as espécies que pertencem ao que chamamos do mesmo género são descendentes directas de alguma outra espécie»

Mário Rui

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sustento para 4 Reis


“Em Portugal, não sustentamos um rei, sustentamos quatro”, ironiza a Juventude Monárquica Portuguesa. (Ler aqui)

Mário Rui

Frei Tomás



Claro que é horrível,  mas... "bem  prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz".
Esta é uma frase muito conhecida que nos diz muito sobre a moral, especialmente a moral que se prega aos outros mas jamais se aplica a nós próprios (ler aqui)
É importante ter ideias verdadeiras, mas isso não é tudo. É preciso também viver no verdadeiro, isto é, não fingir que se sabe o que não se sabe, nem que não se sabe aquilo que se sabe perfeitamente bem. Daí que eu esteja “farto” deste senhor! É um direito que me assiste! Inalienável e muito meu! É pleonasmo? Quero lá saber disso. Pois se há tantos outros pleonásticos travestidos de instrumentos de libertação por que não posso ser também eu a minha voz? Para lembrar ao mundo que o meu país foi o único da Europa que esteve à beira da bancarrota por três vezes em trinta e nove anos. Culpa minha! E de milhões como eu.  Deixámo-nos levar pela puerilização universal dos mandantes de Portugal. Já chega! Agora é chegado o momento de os denunciar, chamem-se Pedros, Paulos, Zés, Manéis, Mários, ou o que se quiser. É-me indiferente. Esta democracia que nos deram não é o contrário da ditadura; ela está a ser a causa da ditadura. Obrigado a todos pela vossa ajuda!

Mário Rui

Eles passarão, eu passarinho



A tentativa de infantilização do pobre “pagante” nacional. De facto já só falta a encomenda da respectiva vacina…
Governo corta subvenções vitalícias mas abre excepção para os três ex-Presidentes.
Os ex-presidentes da República Mário Soares, Jorge Sampaio e Ramalho Eanes vão ficar excluídos dos cortes nas pensões vitalícias. O Orçamento do Estado para o próximo ano prevê que as subvenções vitalícias pagas a ex-políticos com rendimentos mensais acima dos dois mil euros sejam suspensas a partir de Janeiro mas abre uma excepção para os antigos chefes de Estado.
Ou seja, os ex-presidentes Ramalho Eanes, Jorge Sampaio, que na passada semana lançou algumas críticas ao Governo, e Mário Soares, que tem feito sistemáticos ataques ao Executivo - chamou na passada semana "delinquentes" a alguns ministros - escapam à suspensão. Fonte da maioria explicou ao Diário Económico que a lógica de criar uma excepção no Orçamento do Estado para os três ex-Presidentes da República está relacionada com a manutenção "da dignidade de Estado". O Governo, adianta a mesma fonte da coligação, quis marcar a diferença entre este três ex-políticos e os restantes que ainda recebem pensão vitalícia (ex-deputados e ex-governantes após 2005) "por uma questão de dignidade", apesar das críticas de que tem sido alvo da parte de alguns.
«Diário Económico»

Mário Rui

terça-feira, 15 de outubro de 2013

UTOPIA




Mário Rui

Portugal / Angola

Presidente angolano diz que dificuldades nas relações com Portugal "não aconselham" concretização de parceria estratégica | iOnline


«Nós nunca nos realizamos. Somos dois abismos - um poço fitando o céu»
(Fernando Pessoa) 

Um dos ensinamentos a tirar de toda esta confusão é o que sublinha a ideia de que o propósito de qualquer negócio bilateral é criar clientes. Ora, quer um país, quer outro, não podem estar sujeitos a caprichos passageiros sob pena de perderem os seus fregueses. Entendam-se pois!
Mas ainda há uma outra lição a reter e de maior importância; em Angola, submeter-se a um chefe é doloroso! Em Portugal, escolher um chefe é estúpido! Talvez agora o nosso governo perceba que não são os cabelos grisalhos que confirmam os louvores dados a alguns. Conclusão: Rui Machete viveu em outro tempo político, já não serve o de agora. Se querem a minha opinião, “obviamente demito-o!” Sim, afinal há seniores que não dão uma ideia vantajosa da maturidade e progresso da sua inteligência.

Mário Rui

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Idiotices

    
                     





















No sentido de uma teoria da fé, como prova religiosa, e mesmo da simples convicção por coisas vulgares de outra natureza, umas de somenos, outras ainda assim mais interessante, já se me ofereceu tanto crer e tanta incitação que, antes de mais nada, é meu encargo dar conta de tanta porfia. Pois atentem: cinismo, arcaismo, comunismo, maniqueísmo, situacionismo, cepticismo, despotismo, obscurantismo, autoritarismo, ilusionismo, conformismo, progressismo, empreguismo, anacronismo, alienismo, profissionalismo, amadorismo, nepotismo, lirismo, preciosismo, revisionismo, proteccionismo, casuismo, puritanismo, silogismo, estoicismo, revanchismo, diletantismo, aposteriorismo, apriorismo, altruísmo, socialismo, anarquismo, marxismo, budismo, islamismo, republicanismo, protestantismo, nacionalismo, alcoolismo, criacionismo, alpinismo, curandeirismo, esoterismo ... ...! Estão cansados? Também eu, mas esta é uma pequena amostra do mínimo que se me ofertou e precisei de entender para não continuar a ser um idiota. Foi dose, mas julgo ter valido a pena não obstante subsistirem resquícios desta minha herança ‘cultural’, o que me leva a pensar se não estarei ainda a dar um contributo escusado, mas efectivo, para a multiplicação desta classe de “sujeitos formidáveis”, os patetas. Também mais não posso fazer. Tentei escapar a tal estado, esforcei-me, e só isso já me conforta. Se a reprodução da espécie se continua a fazer, já pouco posso mudar. Paciência. Em todo o caso, devo dizê-lo, na maior parte das incitações a que me sujeitei ficou-me a ideia de que estava a ser manipulado em vez de persuadido. Atitude assim interiorizada levou-me a que, forçosamente, tomasse opções mais de acordo com o meu modo de estar por cá. Cansado que estava de acreditar em muitas mentiras, decidi que a uma ficaria decisivamente imune; pensar e agir segundo os termos dos outros posto que jamais quero ficar com saudades de mim mesmo. Não sei se consegui mais cultura, mais conhecimento ou quiçá mais rebeldia, mas também não é o que mais importa. Livrei-me da subserviência à voz corrente e da longa história do que parecia óbvio! Que bom que foi! E se havia tanta e ignara gente que se promovia à custa da minha activa e disponível palermice. Chiça, quantos anos são precisos que nos induzam à introspecção crítica?

 

Mário Rui

domingo, 13 de outubro de 2013

Descontentamento geral







































Tal como o descontentamento geral - e que se deve fazer ouvir incessantemente - que nos subjuga à condição do actual (des)governo de Portugal, também seria óptimo que esta obra voltasse às prateleiras das livrarias para que todos os "delinquentes" fossem julgados! São muitos os que nos têm de prestar contas!!!! E de nada adianta fazer desaparecer "as pérolas do regime" do local onde devem estar. Acessíveis aos leitores!
 
Mário Rui

sábado, 12 de outubro de 2013

Corte nas subvenções. Alegre acusa governo de “manobra contra os políticos” | iOnline

Corte nas subvenções. Alegre acusa governo de “manobra contra os políticos” | iOnline


Contado ninguém acredita!
 
«Alegre foi deputado durante mais de 30 anos e acredita que “é uma questão de decência política reagir a esta manobra populista”: “Eu não embarco nisto. Não me sinto culpado por ter dedicado grande parte da minha vida à causa pública”».
 
E como ‘não há machado que corte a raiz ao pensamento’, acho mesmo que:
-  decência política seria explicarem-nos a questão estranhíssima da razão por que chegou a estado tão agonizante a democracia do nosso país
-  decência política seria explicarem-nos a razão por que alguns “arautos” da verdade se arrogam o direito a uma felicidade sem culpa e à população sofrida deixaram o encargo de pagar a vossa própria culpa
-  decência política seria os gananciosos senhores do lugar que ocupam vitaliciamente, terem já feito dele o triunfo do juízo sobre a violência imposta aos outros.
-  decência política teria sido impedir que o povo vagueasse entre o sonho e o pesadelo
-  decência política deveria ter sido precaver que a experiência de certos ususpadores de valores tivesse agora sido conhecida como história manipulada e interpretada por quem nos vendeu ilusões vãs
-  decência política teria sido  explicarem-nos que o futuro da nossa democracia não era um livro do vosso gabinete, escrito nos vossos termos,  mas antes prosas, textos de equilibrio entre liberdade e justiça social para o povo e que não permitissem os vossos vorazes apetites.
-  decência política conviria que tivesse sido o respeito às normas e à maior instituição da democracia – o povo – coisa que jamais os senhores fizeram.
-  decência política sempre clamámos nós que fosse “democracia real”, abolição das oligarquias e do poder invisível, jamais a defesa de suspeitos interesses particulares, a insuficiente educação dos cidadãos e, por fim, a abolição das vossas promessas não cumpridas.
E quanto a uma vida em grande parte dedicada à causa pública, também acho que:
 
- o sentido de actos nobres até pode residir numa vida jovem ocupada em redor de  valores altruístas. Não o nego e aplaudo-o! Condeno é o não companheirismo quando a jornada mais o exige. Sobre a nossa actual escravatura nada se constrói, a não ser revoltas de escravos. Mas a revolta exige ajuda, pois dói muito a quem sofre ser desprezado! E já agora devo igualmente dizer que, se calhar, tem dias em que não é o passado que dá glória aos homens. São os homens que devem honrar o passado. E o presente, pois é a única coisa que por agora urge pôr em ordem!
 
Mário Rui

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

As adições vitalícias da III República ( a das bananas)




O já antigo estágio em que o “progresso” de uns se tornou na miséria de outros. Coisas que nunca se revelaram à consciência dos primeiros apesar da frustração que têm provocado aos segundos!!
 
Mário Rui

O esfaimado Império Insaciável dos Teóricos


Relatório da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho
Bekele Geleta  (secretário-geral)
"A Europa enfrenta a sua pior crise humanitária das últimas seis décadas. As vidas das pessoas foram viradas do avesso e a degradação parece estar a aumentar, com milhões a sobreviverem dia a dia, sem poupanças ou algo que possa amortecer despesas imprevistas"

Qual vai ser , afinal, a fonte de subsistência dos portugueses? Chega a notícia de novos cortes!  Passo a passo, fustigam-se, qual tortura medieval, os desempregados, os empregados, os reformados, os novos, os velhos, uma Nação. Pátria enxovalhada a quem os poderosos tiraram vezes sem conta o pão e à qual ofereceram apenas supostos prazeres, rosas bordadas de espinhos.  Devastação ética carreada por grosseiros políticos que socialmente fizeram de todos nós  «mortos-vivos». Que coisas  modernas e encantadoras nos deram, sedutoramente novas e misteriosas, mas sempre viagens traiçoeiras e nunca dantes experimentadas que só acabaram por fazer os montes de lixo sempre maiores!  E o povo desta terra deslustrada permanece sério mas impávido à espera de novos amanhãs.  Agora que o sino toca a rebate, dão-nos discussões, quais soporíferos que nos adormeçam a ira, quanto ao fim das suas porções de riqueza permanentemente roubadas aos mais desgraçados. É mais uma mentira! Esta gentalha é uma espécie de revólver apontado ao próprio povo, sem carácter, pois se o tivesse, há já muito tempo teria deixado de nos molestar. Teria travado o seu intencional e pensado ímpeto que fez de nós súbditos em vez de pessoas. Pense-se o que se quiser! Insisto na ideia de que as tribos errantes que nos desgovernaram ao longo dos últimos trinta e nove anos sabem perfeitamente que estiveram , e estão, envolvidas em iniciativas malditas para os outros mas sempre abençoadas para elas mesmas. Inescrupulosos detentores do poder! E ainda há quem as aplauda! Quando alguém me pergunta o que sou em política, nesta política, apenas respondo que evito cair em degeneração intelectual e mais não procuro senão tomar contacto com as pessoas que não «se deixam levar». O modo de fazer política, livre, dizem eles, no meu país, agora reconheço, foi e permanece como sendo uma das infinitas maneiras de tornar os incautos ainda mais imbecis. Com o alto patrocínio do esfaimado Império Insaciável dos Teóricos!

Mário Rui

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Podemos dizer e fazer o que muito bem quisermos


Podemos dizer e fazer o que muito bem quisermos. Para o melhor e sobretudo para o pior! Em certo sentido a liberdade é como o ar que respiramos. Não o interrogamos, não perdemos tempo a discuti-lo, a argumentar sobre ele, a pensar nele. O caso agora relatado pela imprensa, como de resto muitos e muitos outros, é igual.  São longas e antigas histórias cheias de vicissitudes e raramente trazidas a público, interrogadas, discutidas. Serão talvez histórias da história recente de Portugal onde tudo e todos se arrogam o direito, digo bem, o direito, imagine-se, de trapacear o próximo, pois um “país livre” pode dar-se ao luxo de garantir que aquilo que fazemos jamais estará destinado a atingir o seu objectivo. Sério, que mostre honestidade! É este o paradigma actual. Será resultado de exemplos maiores, torpes e nefastos trazidos à estampa por gente de baixa condição moral que tem dirigido os negócios do país desde há longos anos a esta parte? Talvez, quem sabe? E depois? Esta postura legitima outras que se lhe seguem indefinidamente e sem retrocesso à vista? Não e não!! Mas para muitos, sim e sim!!  A imagem de burla motivada por ambições pessoais, planeada e intencional, com autor reconhecido, está firmemente implantada no senso comum do tipo de sociedade que hoje temos mas que nunca desejámos. Qual liberdade, qual verdadeira democracia? É, em grande medida, devido a esses pressupostos antes enunciados que a nossa atenção se volta mais para a nossa não-liberdade do que para a genuína e impoluta liberdade a que aspiramos. Só espero que a ausência de acções punitivas não continue a dar cobertura a desejos suspeitos e demolidores de uma democracia perene. Mesmo que a respeitadora liberdade de cada um deixe de estar, como já está, no centro das nossas atenções, não nos iludamos. Todas as vontades são livres, mas algumas mais livres do que outras e grande número das acções humanas condenáveis são por vezes reguladas por forças supra-individuais que tanto podem vir de “dentro” como de “fora”. Seja como for, venham de onde vierem, importante é denunciá-las e o quadro mudará completamente logo que consigamos impedir certos “obreiros” de seguir profissões de que possam tirar fraudulentas vantagens. Vai demorar até que o núcleo germinador se extinga e depois se aniquilem os "sucedâneos", mas vale a pena insistir no anúncio público do que leva Portugal à tragédia.  
«E não estou a ser pessimista, antes um optimista bem informado»  – provérbio russo

Mário Rui

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Tiram o emprego aos pais, roubam o futuro aos filhos e agora decidem matar os avós?

 


















“O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social confirmou o corte, em 2014, nas pensões de sobrevivência, quando acumuladas com uma segunda reforma, sem esclarecer qual o patamar mínimo a partir do qual será feito esse corte.”
 
Tiram o emprego aos pais, roubam o futuro aos filhos e agora decidem matar os avós?
Por muita tentativa de compreensão que queiramos ter relativamente aos sacrifícios que são exigidos a alguns  portugueses, sempre os mesmos, logo ficamos incrédulos, descrentes, posto que são os que menos têm o alvo preferido deste governo. Insistentemente sempre os mesmos. Esta é que é  a triste realidade de uma morte lenta e anunciada, qual forte e crescente inclinação a estender  de forma extrema aos mais necessitados. Tudo está ao contrário. E como este verdadeiro saque não parece encontrar-se em vias de diminuir, mas de crescer, então resta discutir se algumas necessidades sociais são melhor servidas por outra gente. Não que acredite na mudança para melhor  mas também creio que ninguém vive sem mudança. O abuso a que temos vindo a assistir consiste basicamente na ausência de consciência quanto aos danos causados aos pobres, que urge ter em conta,  sendo afinal uma soberania de governo que apenas pretende dar protecção à supremacia de grupos económicos e financeiros que continuam incólumes ao actual estado de resgate nacional. Os outros que paguem a crise, é o que ressalta de tal actuação. Banca, EDP, PT e outros que tais, protestam sempre e quando lhes são pedidos sacrifícios e a declaração enérgica e solene de que estes são ilegais implica necessariamente vantagem. Os martirizados, esses, nem ao protesto se arrogam pois têm outras preocupações que os mobilizam.  A renda da casa, o médico, a farmácia. Apetece perguntar qual é hoje a cotação do dia de um homem pobre e honesto? No melhor dos casos, é cotação que a nada mais terá direito do que depositar na urna um voto insignificante e, de passagem, desejar-lhe boa sorte. Na urna do voto, a que se seguirá a outra, a do túmulo, pois é esse o caminho que o governo de Portugal  lhe reserva, e se depressa, melhor. Assim tratado o assunto, e não vislumbrando modo distinto de o fazer, ainda que desejemos acreditar na escassa virtude das acçoes do governo, acabamos por concluir não haver qualquer usufruto deste inocente crer. Os exemplos só a este raciocínio podem conduzir. Por mim, mesmo que às vezes não o queira, acho que é uma obrigação resistir escrevendo. Não será certamente uma atitude pior que o mal a ser combatido!

 
Mário Rui

domingo, 6 de outubro de 2013

EUA - O orçamento


O reflexo da falta de acordo sobre o orçamento nos EUA
A primeira reacção instintiva é tentar escapar a esta vastidão incompreensível de um mundo que parece só trazer aflições. Vá lá, entendam-se. Problemas que cheguem já todos temos.

Mário Rui

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Procol Harum - A Salty Dog




Que devo eu fazer se as convocatórias são desta natureza? Já assim eram nos 70’s se bem que com cintilações de outros tons, mas sem que hoje tenham desmaiado. Talvez agora se trate de fulgurações mas, este contrato de uma razão soberana, a música, segue capaz de conciliar o irreconciliável. Sobretudo permanece a exaltação das minhas origens, se calhar um fantasma próximo das minhas ilusões. Também se assim não fosse, sei lá se já não tinha aberto uma tenda para ler ‘tarot’.

Mário Rui

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Dia do Idoso


DIA INTERNACIONAL DO IDOSO
O primeiro dia do mês de Outubro foi marcado pela Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1991, como Dia Internacional do Idoso, com vista a uma reflexão, promoção e protecção dos seus direitos e dificuldades.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2000 havia 600 milhões de idosos no mundo, mas este número irá dobrar em 2025.
Por muitos anos frequentaram a carreira da vida humana. Seguramente que tão longa permanência entre os demais só lhes pode ter conferido um grande capital de desenganos e verdades. Capital que de bom grado nos querem transmitir só que, muitas vezes, não os escutamos, fazemos mais festa às pessoas que julgamos sabidas do que àquelas que sabem e nos ensinam. Estamos sempre a tempo de mudar.

Mário Rui

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Para onde vão os valores?


Podia estar a referir-se a qualquer uma das forças políticas que ontem se submeteram ao voto popular. Sinceramente, o meu comentário em nada se alteraria quanto à estupidez da declaração produzida. Não tanto pela satisfação manifestada relativamente à derrota do PSD, compreendo-a, mas antes pelo retorno da incerteza que este homem representa. Quando confronta, publicamente, derrotas eleitorais com funerais, só pode estar a dar conta da pessoa sem vínculos de laços humanos que é.  Ademais, para alguém que já foi primeiro-ministro e líder de um partido, não consigo entender quais os méritos de tal linguagem, embora haja algo que agora se me é dado a confirmar; é que este ‘vomitar’ de ódio, estado que sempre me indignou quando posto na boca de alguém,  vem afinal na linha de um certo pensamento  que, embora a alguns possa parecer distinto, é apenas a curteza de vistas e sentimentos que impedem o abarcar da generosa riqueza da experiência humana. O  que dizemos e pensamos, rejeitando a nobreza das palavras ditas, poderá ser alinhado, ordenado, adequado aos padrões de uma educada convivência? Não! Sobretudo se se persistir numa ilusão de sabedoria conquistada e, muito pior que isso, se se estabelecerem diálogos vexatórios entre coisas menores e outras de maior grandeza.  É lamentável que a família dos pensamentos de certa gente esteja irremediavelmente repleta de anões. Sócrates, não há como aprender a “fazer certo” na próxima oportunidade, ainda que eu duvide quanto á ressurreição da “próxima”. Afinal só se nasce uma vez e eu nunca vi funerais animados. São mesmo o fim, para os que partem e para quem fica com a dor. Respeito e política são decididamente expressões da vida humana que não se relacionam. Pelo menos enquanto por cá andarem os que se guiam por impulsos maus, mesmo que vociferando por meio de metáforas julgadas inimputáveis!!

Mário Rui

Autárquicas 2013



Análise aos resultados nacionais das eleições de ontem.  Desde já aviso que se estiverem disponíveis  para lerem o que se segue , a página mais importante foi arrancada! Era a da verdadeira reflexão.
Leis de Murphy
PSD -  «Se se mexe numa coisa tempo suficiente, esta acaba por avariar»
PS -  «Quanto mais ineficaz for a pesquisa, maior será o número de pessoas que a lerão e concordarão»
CDS - «Qualquer coisa acabará por funcionar, se se perder o tempo suficiente a mexer-lhe ao acaso»
PCP -  «O progresso não consiste em substituir uma teoria que está errada por outra que esteja certa»
Bloco de Esquerda -  «Não se pode cair do chão»

Resumindo:
1.- Tudo depende
2.- Nada é sempre
3.-  Tudo é às vezes

Mário Rui

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A ver vamos



«Não o devemos ocultar! Fala-se, nem letra de mais, nem letra de menos, numa r-e-v-o-l-u-ç-ã-o ! Mas qual?»

Eça de Queirós - Agosto 1871

A ver vamos
Acaba hoje mais uma cruzada eleitoral. Não me pareceu ter dado um salto qualitativo se comparada com outras antes levadas a efeito. Não vi propostas ou apostas muito diferentes das que esperava, ou seja inovadoras quanto ao conteúdo, pelo que me limito a atribuir-lhe nota de sofrível. Quanto à forma, destacaria apenas o recurso às chamadas redes sociais, novo meio para fazer passar a mensagem e, mesmo assim, julgo não terem sido aproveitadas a contento dos interessados. Em suma, diria que se manteve a tentação de recorrer à bola de cristal para visualizar o futuro e o passado, em busca de rupturas entre velhos fins e novos começos. A oralidade dominante, a exemplo do acontecido em anteriores actos eleitorais, encarregou-se de dar destaque a esse rompimento com ‘velhos fins’, coisa de resto fácil quando apenas proferida, tendo enchido a boca com “os novos começos”. Estes últimos, não deixando nesta altura de serem igualmente, e apenas, despachos de pronúncia, são a meu ver o verdadeiro compromisso que, em tese, os diversos candidatos assumiram com os seus representados. Digo em tese já que tratando-se à partida de uma tarefa singela mas difícil, não deixa por isso de se tornar parte do vocabulário social e político contemporâneo a que fomos habituados desde que há eleições livres em Portugal. Procurando achar afinidade entre tal vocabulário e obra concreta, da boa, quedo-me pelo pouco que foi oferecido ao país. Já ia sendo tempo de o engrandecer tantos têm sido os candidatos à mudança. Na verdade, porém, convenhamos que estamos a tratar de conceitos complicados, às vezes honestos e às vezes muito suspeitos, a propósito dos quais já se verteu muito suor e nem sempre com resultados satisfatórios para a maioria. Também, e especialmente em redor desses conceitos que nada de bom produziram, foram feitas e desfeitas inúmeras carreiras. Pena é que as construídas à volta de tais concepções tenham sido em maior número que as destruídas. O corolário disto não foi nada animador. Está à vista de todos. Bom, mas falávamos do fecho da campanha eleitoral e gostaria então de deixar uma última nota. Com a recente reorganização administrativa do poder local e do território, mais de mil freguesias desapareceram do mapa tal como existiam. Foram agregadas. Não me interessa discutir sobre as medidas específicas tomadas a este respeito, interessa-me sim dizer que não foi feita qualquer reforma administrativa digna desse nome. Foi feito um ‘arranjo’ desastrado e não mais que isso. Mas neste particular também importa referir que a qualidade da maioria dos candidatos a este órgão é de facto de confranger. Pelas suas inaptidões, insuficiências e especialmente parcas vocações políticas. No todo nacional e partidariamente transversal, sendo poucas as honrosas excepções. Não há que ter medo das palavras! Será que os partidos não conseguem reverter esta ‘melancolia’ eleitoralista? É que aridez assim exposta, também pode concorrer não para a eleição mas para a extinção da Junta. Eu sei lá se não é por este motivo que ao invés de se pretender fazer uma reforma deste órgão municipal não se quer antes mandá-lo para a reforma! Cuidado!
Votem bem.

Mário Rui

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

São as eleições, estúpido!



À medida que decresce a verdade a ilusão aumenta. Não importa o que se inaugura. Importa que se inaugure! A forma e o conteúdo da inauguração, isso sim, são a justificação total das condições e dos fins de qualquer poder instalado e nomeadamente de qualquer campanha eleitoral que desse poder resulte. Ou seja, no mais das vezes, a inauguração é apenas uma ‘dádiva’ astuciosa, mimo aliciador, sinal da ‘produção’ reinante. Já alguém o disse e com toda a propriedade que, nestas condições, «o suposto verdadeiro é apenas um momento do falso». Com razão ou sem ela, a verdade é que assim é. Cada um de nós bem pode projectar no futuro todo um conjunto de aspirações e inquietações, sobretudo aquelas que minam o nosso bem-estar e o direito ao sossego, que a história prossegue o seu curso indiferente às nossas preocupações. Tentar abrir o diálogo que induza à resolução do desassossego que nos assola, com quem deve zelar pela quietude que merecemos, esse é que é contrato quase impossível. É correr o risco de uma pura perda de tempo. Quando instigados à resposta, os políticos inscrevem-se invariavelmente no universo do discurso do “estamos a considerar o assunto”, “já alertámos para…”, “está previsto para…”, enfim, expressões vagas, lugares-comuns. Depois, alguns deles admiram-se da revanche assumida pelos lesados em prol da recuperação do que foi perdido. Acho mais! O representante, devendo perseguir os interesses dos representados, nem em tempo de eleições lhes guarda apreço. O princípio sobre o qual se deveria fundar a representação política acaba por ser a antítese desse mesmo princípio. Lamento, mas vivenciei casos de sobra que me conferem autoridade para assim concluir. Guardo consideração íntima em relação aos que, são poucos mas ainda os encontramos, sempre foram o garante do cumprimento do acordo estabelecido com a gestão do equilíbrio dos governados. Normalmente não os vejo em inaugurações eleitoralistas. Essa é a razão substantiva que me leva a pensar que tais “consagrações” nem sequer deveriam existir. São rios de tinta, e de muitas outras coisas, que rapidamente perdem a cor. Notável, é a inauguração continuada de obras com valores mais seguros e mais fecundos que, mesmo podendo não ser as ideais, pelo menos não agravam a condição de vida de alguns. Desde o dia zero e até ao último. Quando assim não acontece, o fraco ofendido desabafa maldizendo. Que mais lhe resta?

Mário Rui

terça-feira, 24 de setembro de 2013

"O Poder Local do Estado Novo à Democracia: Presidentes de Câmara e Governadores Civis, 1936-2012".



Quem constitui o poder local em Portugal? Quais os grupos sócio profissionais que controlaram as câmaras municipais durante o Estado Novo, no período de transição de 1974-1976 e no período democrático? Qual a evolução do grupo dos presidentes de câmara e governadores civis e quais as diferenças nos critérios de recrutamento e acesso ao poder que foram introduzidas pela alteração do regime?
Para responder a estas questões realizei um trabalho intensivo de investigação e recolha de fontes que resultou numa base de dados com mais de 6.000 entradas respeitantes a 3.102 presidentes de câmara (e vice-presidentes, além de presidentes e vogais de comissões administrativas entre 1974 e 1976) e 402 governadores civis (e substitutos), cujas listas são publicadas neste livro de divulgação e análise do nível de poder político que mais próximo se encontra dos cidadãos.

Maria Antónia Pires de Almeida, PhD
Investigadora científica.

Mário Rui

Trapaceiros - o novo filme de Portas


Está bem lembrado, sim senhor.  E segundo ouvi dizer, Woody Allen repetirá o título do filme produzido em 2000; “Trapaceiros”. Só que agora em versão portuguesa e, obviamente, só com actores de cá. São os melhores, tendo em conta o argumento da película.


Mário Rui

Quem Escreve

  
QUEM ESCREVE
Quem escreve quer morrer, quer renascer
num ébrio barco de calma confiança.
Quem escreve quer dormir em ombros matinais ...
e na boca das coisas ser lágrima animal ...
ou o sorriso da árvore. Quem escreve
quer ser terra sobre terra, solidão
adorada, resplandecente, odor de morte
e o rumor do sol, a sede da serpente,
o sopro sobre o muro, as pedras sem caminho,
o negro meio-dia sobre os olhos.

António Ramos Rosa


Mário Rui

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Merkel


Merkel obtém vitória eleitoral

Merkel vai ganhar a Margaret Thatcher. Em anos de mando!  O que virá por aí?
Por mim, só sei uma coisa; as incessantes transformações geológicas que a Europa começou a sofrer, e em particular as diferenças acentuadas de clima daí decorrentes, tornaram o velho continente em zona de convicções, crenças e atitudes muito estranhas.

Mário Rui