sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Candidatos à Presidência da República na Antena 1; umas máximas ditas a correr e sem causas

 
Eu sintonizei
Debate? Dez candidatos num estúdio de rádio durante 2 horas? No mais das vezes, não há. Quando há, é por excesso! E quando é por excesso é como se não tivesse havido. Coitada da moderadora, pobres candidatos. Apresentaram-se, apenas! Nada mais. E é para isto que a rádio não serve; o que não for bom para a antena também não é bom para os que querem falar, tão-pouco para os que querem ouvir.


Mário Rui
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PALAVRA DO ANO 2015: REFUGIADO


Em cerimónia realizada no passado dia 4 de Janeiro, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures, a Porto Editora anunciou a PALAVRA DO ANO 2015 eleita pelos portugueses: REFUGIADO.
Mário Rui
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domingo, 3 de janeiro de 2016

O melhor é o progresso vantajoso. O outro, só pula, grita e trama dentro de nós.

 
Leio num qualquer Almanaque dos Costumes do nosso tempo que 2016 será um ano pouco dado a questionamentos ou dúvidas no que toca a máquinas inteligentes. Pelos vistos, a tecnologia vai trazer até nós mais equipamento do outro mundo, agora chamam-lhe “gadgets”, que tudo fará em nosso lugar qual geringonça-maravilha a substituir-se ao homem, não tendo mais a apertar-lhe o freio as reprimendas da razão ou tão pouco do coração. E dessa barafunda de coisas úteis, sem dúvida, mas em muitos casos também supérfluas, só espero que não resulte em nós todos mais condicionamento mental do que o que já temos. Por outro lado, também nos será útil manter a guarda de modo a que não sejamos dominados pelo sistema em prol de uma aparente harmonia comunitária vinda de tanta tecnologia, sobretudo da fútil, pois na maior parte das vezes fechamos os ouvidos ao canto da sereia de falsas noções de progresso. Para cabeças liquefeitas com tanto avanço técnico, talvez ficasse bem falar e pensar em primeiro lugar no moleiro e no moinho, e então depois pôr-se a jeito do progresso, mas só do vantajoso.
 

Mário Rui
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A um filantropo


«FC Porto? Gostei muito! Lopetegui? É um líder!»
(Jorge Jesus)

A um filantropo (LER AQUI)

Não venho falar de futebol. Ganhou o melhor e ponto final. O que vos quero dizer é que estou deveras sensibilizado com estas bagadas de lágrimas do JJ, esta estima de infância, feita de condescendência e de ternura, de que ele comunga. Pura hóstia! Até o apetite de comer se me parou na boca com tanta seiva solidária, tanta hospitaleira mão fraterna. Este curvar perante o enfermo prostra-me num pranto infinito. Jorge, agora já só falta o convite ao Lopetegui para que se sente à tua mesa e coma e que prossiga sossegado. Por mim, porfiarei na tentativa de estancar este meu derramamento aquoso da videira após a poda, tal foi essa tua lava de carinho e preocupação. Beijinhos, Jesus.

 

Mário Rui
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A taxa


Estou “felicíssimo” com este final de ano. Sobretudo por ver diariamente a minha caixa de correio engolir um fartote de envelopes vindos de gente que mal conheço mas que frequentemente se lembra de mim. Ao invés do que se possa pensar, são envoltórios que não afligem excessivamente a minha razão, o que faz com que cada vez mais só me apeteça lançar um olhar o mais desdenhoso possível, não aos sobrescritos, mas antes a quem lá põe dentro a mensagem. E a mensagem é essa baça intriga feita pelos respectivos remetentes – vozes que cantam em coro e sempre as mesmas – turba que resolve chamar ao recado «actualização de preços para 2016». Veja-se a aldeia, vila, cidade, o País; luz, gás, televisão, rádio, água, seguros, resíduos, saneamento, tudo isto não é seguramente tão caro a produzir-facultar-tratar quanto aquilo que me exigem que pague! Somem-lhe agora taxas de passagem - para e pelo além - custos administrativos, taxas de ocupação, taxas de exploração, contribuições especiais, taxas de manutenção, custos de fraccionamento, quotas de serviço, taxa adicional, taxa de conservação, taxa de protecção civil, taxa de vistoria, e assim vamos de tributo em tributo até à seca total. Isto, sim, é que é intolerável e revoltante, ímpio e subversivo! Pago o justo, não me importo, chateia-me pagar é o mal profundo que as coisas apenas miseráveis representam. Quais? As espertices dos hábeis que enriquecem irreverentemente fazendo o seu caminho faustoso sem consultarem, e muito menos sem pedirem licença ao bolso dos que pagam para além do razoável. Vaidades omnipotentes que fazem dos que pagam só vassalos e dos que lucram só soberba. E a gente ri-se, e a gente assobia para o lado, e a gente aplaude abortos em vez de indignação fecunda. Para este grande sentimento de reprovação é que eram necessários os grandes cidadãos e assim talvez um dia pagássemos menos por tudo o que vale pouco mas que, de modo capcioso, nos dizem custar muito mais que o aceitável. Que pena tenho que por entre estas dúvidas do que fazer, só fiquem estes abalos, estas setas apontadas à consciência dos humildes cobrados. Do pagode, restarão almas menores, mais tristes e mais pobres. E viva a “actualização”, mais um viva à “taxa”, pois quanto aos resto dos tachos muitos são os que continuam bem servidos. O que é preciso é astúcia para se conseguir viver neste meio.


Mário Rui
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Piropos já são crime e dão pena de prisão até três anos



Lá se vai a sedução por água abaixo (LER AQUI)
Não sei se terei percebido por inteiro a coisa. Mas então o que acontecerá a um pobre ser quando for alvo de piropos, picantes mas inofensivos, lançados por uma qualquer voz do tipo impertinente na monotonia da sua aturada abstinência sexual? Vai o dito para a cadeia pensando apenas na cor dos seus desejos insaciáveis? Acho injusto! O que é belo de ver é que, sob esta vitalidade legislativa, continuamos quase todos católicos. E a fé pode muito. Bom, mulheres e homens não sejam safados; pelo sim, pelo não, excluam sempre o sexo das “bocas” foleiras, mesmo que inócuas. “Bocas”, ditas, leia-se!
 
Mário Rui
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sábado, 26 de dezembro de 2015

Os elos dos anos. Bom Ano 2016!


 
 
Fico até pensando que o novo ano não vai ser um ano novo. Será porventura nenhum novo significado, nem velho. Um ano, só! Pois, como é possível fazer o que não se compreende? Há sempre a injunção de lubrificar a dobradiça do irrisório reino, ou talvez farta corte que virá, e em não havendo mordomo especial que o faça, ficamo-nos por um discurso pontificante de futuro quotidiano salpicado de catálogos intermináveis de lustres e toalhas de linho. Aí repousaremos o tempo que se nos for oferecido e sobre ele confessaremos a nossa vontade de ver que tudo o que muda tem alma e é dotado de intenção. Mas claro, não há ninguém mais orgulhoso, sensível, mas também instável, que o ano que se segue. É um totem que ainda não serviu ou serviu pouco. Principiante, nascente, inexperiente, continua a acreditar que não está aqui por acaso e que deuses na sua maioria benevolentes zelam pelo seu destino. E deuses somos todos nós, mesmo sem a certeza de termos compreendido a totalidade do seu saber. E num belo dia, só com um olhar, julgamos então ter interpretado bem as leituras esparsas que fomos fazendo. Parágrafos em que o essencial nos foge, esquivos como o sol de inverno, escapam-nos cada vez mais, e essa é a altura em que parecemos velhos loucos que acreditam estar de barriga cheia só porque demos uma vista de olhos rápida ao cardápio dos dias. Cuidem bem do Ano que aí vem porque essa aptidão há-de fazer dele, apesar de tudo, tempo amigo. Deuses, somos nós e como não há desafio que não consigamos enfrentar, então que venha o nascente 2016. Com génio, rigor, loucura, o que for, pois nós faremos o possíveis por lhe despertar os sentidos conspirativos que nos esperancem de prazer, saúde e amizade. Tudo dissolvido na extraordinária suculência dos humanos! Sem tirar nem pôr, um velho Ano Novo atulhado de coisas banais mas especialmente certas para toda a gente. A bem dizer, anos e homens, somos todos parecidos. Chega bem, 2016. E em querendo que te digamos que foi um ano fantástico, vê se nos cuidas! Bem precisamos.
 
 
Mário Rui

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O mundo não é feito paras as distâncias


Mas, tal como é, o mundo não é feito paras as distâncias. Na quietude das velhas amizades, é a proximidade que tece sinais amigos, que mostra um rosto amigável, em geral risonho. O perto, é uma dessas raras criaturas!
 
 
Mário Rui
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

BOM NATAL PARA TODOS!


Tenho saudades do tempo em que a minha única preocupação era não decepcionar o Pai. Mudou o Natal ou mudei eu?
BOM NATAL PARA TODOS!


Mário Rui
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Têm razão os idiotas, os malucos, os teimosos, os avarentos, todos – menos as pessoas sensatas!


David Duarte morreu porque a equipa médica que o podia salvar se recusa a trabalhar ao fim de semana pelo valor que o Estado paga. (LER AQUI)
Luís Cunha Ribeiro, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, veio agora dizer que “foi autorizado que passe a haver resposta para situações deste género. Doentes em situações semelhantes não terão o mesmo destino daquele que ocorreu há uma semana.”
Independentemente das razões, ou não, que possam assistir a estes senhores, é lamentável que se brinque com a vida dos outros. Mas então a medida agora decidida pelo presidente da ARS-Lisboa e Vale do Tejo não deveria ter sido tomada a tempo e horas? Então, mas porque tinha David Duarte de morrer?  Mas será que na luta por outras condições remuneratórias vale tudo? Mas a condição médica tornou-se nociva à eclosão de qualquer sentimento sincero e desinteressado pela vida dos doentes? Absolutamente lamentável que agora venham os testemunhos de arrependimento público, é disso que se trata, quando o “sacarolhar” de mais expediente que dê mais dinheiro se sobrepõe ao respeito pelos vivos. Jamais, repito, jamais a luta por direitos, quaisquer que sejam, deve traduzir-se em dor alheia! Têm razão os idiotas, os malucos, os teimosos, os avarentos, todos – menos as pessoas sensatas! Pobre país, pobre justiça! Vai justiçar?
 
Mário Rui
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O oceano de poucas vergonhas em que vamos navegando


O oceano de poucas vergonhas em que vamos navegando (LER AQUI)
Hoje, é o dia mais curto do ano por ocorrer o solstício de inverno. No “mais curto”, só vejo uma vantagem; a de termos menos tempo, no mínimo por um dia, para pensarmos neste oceano de poucas vergonhas em que vamos navegando! E nesta coisa da finança, só há um banco onde sentar banqueiros e outros que tais. É o banco dos réus! Esse é que tarda e é por isso que a refeição servida ontem, continua exactamente igual à de hoje – primeiro prato, batatas. Segundo, feijão. Terceiro, batatas com feijão. Quarto, feijão com batatas. Hein? Mas toda a gente se mostra contente com a resolução do Banif não obstante os milhões que vão ser espoliados ao erário público. Grande medida tomada pelo restaurante que abriu há pouco. O novo, mas velho prato, é uma especialidade da casa; país gozado por charlatães, garantindo-se o suicídio de quem a come!
 
Mário Rui
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Não são cavalheiros, nem autênticos


Eu sei, a culpa é minha. Mas que diabo, nunca engracei com ficção, nem mesmo com a bem trabalhada. Já com fábulas, sou mais adepto. Em tratando-se de histórias feitas para crianças e que geralmente terminam com um ensinamento moral de carácter instrutivo, do tipo da cigarra e a formiga, da raposa e as uvas, da lebre e a tartaruga, ou até do leão e o ratinho, isso sim, lá fico embasbacado em torno das suas 'perfeições'. Por estes dias, ao ver a excitação, talvez mesmo exaltação, que por aí vai com o sétimo filme da série "Star Wars", dei comigo a pensar se esta imersão colectiva em plasticidades, ainda que fantasticamente conseguidas na tela, não fará com que o espectador amante do género deixe mais sais na sala do que aqueles que absorve. Mas pronto, este é o meu lado amavelmente céptico quanto aos poltrões e heróis, espécimes sociais de outras galáxias que não enxergo e que têm feito de muitos portugueses, os outros não me interessam, uma química cinéfila que se extasia com os veredictos de uma ciência ficcional que de terrena nada tem. Afinal, é por cá que estou, e se me dão almoços de multíplices aspectos extravagantes de outros universos, como hei-de eu entender o mundo em que de facto vivo? Não é fácil, e essa é mais uma das razões que me leva a não querer assistir a cenas pintadas em telas do além, para já não falar no modo como se vai anedotizando o que de excepcional a sétima arte já produziu, mas cá, no planeta Terra. De todo o modo, vejam filmes, os que quiserem. Quanto a mim, continuarei com a minha austera fidelidade habitual às ovações aos humanos que fazem e já fizeram outras fitas. Bem boas!
 
 
Mário Rui
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Estarreja - Natal 2015































 
 
 
Mário Rui
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Amor com amor se paga!




André Saramago
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Mas então tu não vês que é uma injustiça envelhecer?


 
 
Mas então tu não vês que é uma injustiça envelhecer? E será que ninguém vê que nascemos para ter asas e que nos sentimos roubados por não nos podermos servir delas? É pena, triste, que no duelo entre a idade e o tempo, só haja um vencedor. Já se contava que o choro do ídolo não era de hoje. E que vida grande juntos no dia a dia, no serão, sob a luz do mesmo candeeiro e em volta da mesma bancada de trabalho. Que dedicação, que lealdade e que solidão na casa paterna. Fica a poesia das coisas e dos sítios. É pouco!

 

Mário Rui
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Dia Mundial de Luta Contra a Sida


O Dia Mundial de Luta Contra a Sida comemora-se esta terça-feira, 1 de dezembro, reunindo pessoas de todo o mundo, com o objetivo de sensibilizar, informar e demonstrar solidariedade internacional face à pandemia.
 
 
Mário Rui
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1.º de Dezembro 2015


Hoje, em Lisboa, tocou-se Portugal! Na Avenida, não importa qual, assistiu-se a um mar de sons que celebraram Portugal, a Independência e a Restauração
O Movimento 1º de Dezembro, a Câmara Municipal de Lisboa e a EGEAC, em parceria com outras entidades, apresentaram o 4º Desfile Nacional das Bandas Filarmónicas de Portugal.
Cerca de 1500 músicos, provenientes de todos os distritos de Portugal, desfilaram, tocaram música, deram cor ao País, no âmbito das Comemorações do 1º de Dezembro. Quer instrumentos, quer executantes, foram fisionomias do carácter cívico nacional, arquitectura também moral que afinal contou, mais uma vez, as lutas da inteligência de um povo por vezes interrompidas por umas certas consciências estrábicas. A música, de mãos dadas com o simbolismo de uma nação majestosa feita de sociedade musical sábia, foi deste modo a boa-fé dos que defendem a causa de um Portugal com incumbências populares. Só assim teremos terra fecunda onde sons e tons como os produzidos hoje, se misturam na compostura de uma independência que se quer eterna, ou não contássemos para o efeito com verdadeiras dinastias de gente que toca com fôlego a origem histórica da portugalidade que somos. Assim gosto do 1.º de Dezembro, assim relevo da importância das filarmónicas sociedades que nos bastidores preparam as apoteoses da restauração, ou do que for, assim, finalmente, a coroa portuguesa fica voltada para cima.
 
 
Mário Rui
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sábado, 28 de novembro de 2015

Outra vez neste agonizar de saberes


Outra vez neste agonizar de saberes  (LER AQUI)
É em nome de slogans do tipo “que a escola seja um lugar mais feliz”, “exames são uma violência”, “acabou essa aberração dos exames nacionais no quarto ano”, que esta gentalha pede ao país a sua própria ruína cultural. E vaí daí, há uma facção parlamentar cúmplice destas trevas da incomensurável cruzada santa contra o saber, que aquiesce com este agonizar, convencida que o desmazelo e a preguiça nos vão colocar ao lado das nações desenvolvidas! A sentença está lavrada; dizem ainda os defensores desta medida que, para escolas diferentes, isto é, situações sociais diferentes, devem existir programas diferentes. Acrescentam que as crianças mais desfavorecidas não têm de saber o mesmo que as que são ricas! Gosto mesmo deste socialismo que espalha germes convergentes a um ideal comum de sabedoria, de conhecimento! Pulhice pública, é o que é! E o pagode, cheio de tangas novas, cabisbaixo e desinteressado, alinha nesta filantrópica partilha de propósitos “justiceiros”. Alguma opinião pública mais esclarecida ainda vai retendo os nomes e a estupidez vinda das forças afeitas a esmagar a esmo o pouco de bom que ainda temos. Pena é que não queira indagar se o vilipêndio ao ensino é legal. A sentença está lavrada! Agora é só esperar pelos novos entorpecimentos mentais que aí virão e então depois navegaremos por certo em excelente porto franco de tolices, de gozo de imunidades, afinal um Ensino à portuguesa que farte de vanglórias alguns políticos que sacrificam a escola à nota imbecil de uma política dita de esquerda.
 
 
Mário Rui
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

É da língua que tudo parte!


Catarina Marcelino é a nova secretária de Estado da Cidadania e da Igualdade
 
É da língua que tudo parte!

E assim extremados os ânimos para na lusa via se abafarem os erros, e para na estação do frio se encolherem Pessoa, Camões e outros tantos que mereciam mais respeito, cá vamos nós bailando ao som da “Teoria da Ortografia” que nos mostra a importância que a linguagem escrita não tem para muita gente!  E, acrescentaria o mais universal dos poetas portugueses; “a palavra falada é um fenómeno natural e a palavra escrita é um fenómeno cultural”. Já foi, Pessoa, agora , parece, já só há predomínio de língua do tipo ignorante. Amanhã linguístico? Ora adeus, está-se a ir. Mas continua a descansar em paz pois ainda restam uns quantos defensores  dos sugestivos requintes da poesia e da prosa do teu tempo. Pese embora este nosso tempo de hoje.
 
 
 
Mário Rui
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A nomeação para o Governo que está a indignar Bruno de Carvalho


A sabedoria popular (LER AQUI)

Há uma sabedoria popular que sustenta  que, depois de tocado o fundo, o caminho só poderá ser para cima. Mas, neste caso, a coisa não é desse modo que se passa: depois de tocado o fundo, continua a ser possível escavá-lo! Quer na política, quer mesmo no futebol. Mas, de momento, nenhum cretino está disposto a admitir de ânimo leve que é um cretino, e ainda menos no caso de ocupar uma posição de responsabilidade. E se isto é aplicável à política por ora levada a cabo, não deixa também de o ser relativamente à concepção de alguma mitologia “futeboleira” chãmente pensada e depois dita. Todas estas cenas dadas à estampa em muito contribuem para o progresso do meu país, razão pela qual muito me agrada que, quer os novos políticos do amanhã doirado, quer presidentes de grandes clubes, continuem a tocar harpa enquanto Portugal arde!
 
 
Mário Rui
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Veiros-Estarreja

 
 
 
Mário Rui
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A revista Time já escolheu os nomeados para a habitual eleição da personalidade do ano


«A revista Time já escolheu os nomeados para a habitual eleição da personalidade do ano. (LER AQUI)
A votação do público será anunciada no dia 7 de Dezembro, sendo que as votações encerram no dia 4 do mesmo mês. O anúncio da personalidade do ano da Time ocorrerá a 9 de Dezembro.»
A julgar por algumas “bonitas” figuras que desde 1927 já foram nomeadas para personalidade do ano, e outras tantas que já venceram esse título, bem podia a revista Time arrepiar agora caminho e virar a agulha. Trata-se de uma edição anual que pretende destacar o perfil de um homem, mulher, casal, grupo, ideia, lugar ou máquina que "para o bem ou para o mal, mais influenciou eventos no ano". Só agora dei conta do modo como a coisa se processa, também não sou nenhuma enciclopédia, sendo que afinal qualquer um, ou qualquer coisa, pode guindar-se a tal estatuto. E eu feito inocente a pensar que no mundo a justiça estava afinal a reafirmar-se. Se o mau já nós conhecemos, que necessidade haverá em dar repetidamente à estampa o fétido hálito, mas sem qualquer constrangimento dos próprios devido a isso, de figuras tão sinistras quantas a que já foram – e serão - nomeadas e/ou eleitas? Será para as tornar em objecto de piedade em lugar de ódio? Então e os bonitos de alma? Não poderiam contar só com esses? E há tantos por aí esquecidos. Como haveremos de proteger-nos contra a síndrome da barbárie e como deveremos ser cortesãos com as pessoas que civicamente lhes fazem frente se, finalmente, há um mundo de concursos de maus mitos encantadores que obscurecem as personalidades de adequada dignidade? Mundo, mundo, estás desmoralizado.

 

Mário Rui
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