quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

PENSE!

 



















 
 
 
 
 
 
 
 




 
Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governaram e se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República.

2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e se não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;.

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias.

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA.

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo.

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado.

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

 

Mário Rui

Os Mercados e os Mercadores



 















“Não tenho obrigação de resolver as dificuldades que criei. Que as minhas ideias sejam  sempre um tanto díspares, ou pareçam mesmo contradizer-se, se ao menos forem ideias que permitam aos leitores encontrar material que os leve a pensar por si próprios.”

 Gotthold Lessing
 

Ouço falar tanto em mercados que dou por mim a pensar no tempo antigo em que estas actividades comerciais tinham um começo e um fim.  Para além das transacções aí efectuadas, a vida de então não era mais comercial que o estritamente necessário. Hoje, há gente que nos quer fazer crer estar de tal modo privada de tempo, quais tarefas capitais de que julgam ocupar-se,  que até o próprio tempo assume um valor comercial. Tudo tem um preço. Qualquer que seja a actividade desenvolvida, mas em particular na política, o resumo da mesma assenta apenas numa relação comercial/contratual  e jamais se baseia no socialmente razoável ou na reciprocidade.  Trata-se de área de mercado que deveria servir de exemplo no que toca à densidade de trocas e baldrocas, que aumentam de modo exponencial, e sem que isso se traduza em serventia para os que, não se ocupando do trato da coisa pública, se vêm cada vez mais espoliados dos seus direitos. O resto, isto é, pensar de outro modo, é um erro puro!  Nada importante é oferecido aos demais portugueses; bem pelo contrário, são os portugueses que têm de fazer o seu próprio futuro, de construí-lo. Mesmo com os maus exemplos vindos de quem vêm. Portanto, ignorar que, se o proveito próprio à custa e sem respeito pelos outros é uma vil coisa que se faz, também nós podemos pensar que a justa distribuição de benefícios aos carenciados é uma coisa que há que fazer, que há que fabricar. Bem sei que assim não pensam os que escravizam a sociedade civil produtiva, não porque desconheçam tudo isto, que é absolutamente elementar, mas porque acham que tirando do muito que têm para dar aos semelhantes os deixa mais vulneráveis, menos resolvidos do que nunca. Pois bem, com lições de opulência da natureza da que nos entra todos os dias em casa, politiqueira, com remetente conhecido e não menos avisado destinatário, só posso acabar dizendo que o conceito de «político», perante o sistema instalado por algumas espécies que têm nidificado em vários troços, já se me esqueceu. Agora já só me resta lamentá-los e quando me tentam chamar à razão porque me acham errado, respondo do modo esclarecido que bem conheço; «… pois, foi um génio benfeitor do meu país o primeiro que, em lugar de matar os escravos, idealizou conservar-lhes a vida e aproveitar o seu labor!! Foi, e é, um maravilhoso avanço civilizacional o sistema político de Portugal…» Em que repartição pública posso deixar o meu agradecimento??
 
Mário Rui

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

'USA Drones'

















Pelos vistos está aí o século da vista aérea. Sem humanos, mas com vigilância panorâmica. Umas vezes para fins pouco nobres, muito discutíveis, outras nem por isso. É o século XXI que começa a despertar para as maiores esperanças já concebidas. O que se espera é que sirva para o avanço da ciência, das artes, da política, do conhecimento, da educação, mas também do progresso moral. Sem guerras, destruição ou desrespeito pela condição humana.

Estes são os ‘drones’ (aviões não-tripulados) que a Amazon, a maior empresa de comércio eletrónico do mundo, com sede nos Estados Unidos, começou já a testar para fazer entrega de encomendas aos clientes, segundo informou o director-executivo da empresa, Jeff Bezos.

Os aparelhos, designados por Octocopters, podem entregar pacotes com peso até 2,3 quilos, 30 minutos após serem encomendados.

O serviço, no entanto, deverá demorar cinco anos para entrar em operação sendo que a  Administração Federal de Aviação Americana (FAA) terá de previamente aprovar a utilização destas pequenas aeronaves para actividades civis.
 
 
 
Mário Rui

‘Rainha D. Amélia – uma biografia’

 






































Para quem gosta de História, aí está um pouco da muita que preencheu quase 900 anos de Portugal. País moldado pelos Romanos depois pelos Visigodos e a seguir pelos Mouros, Portugal foi reconhecido como um reino independente em 1143 em pleno reinado do Rei Afonso I e, com a ajuda dos militares cristãos, os últimos redutos do poderio árabe foram derrotados por volta de 1249.
D. Amélia de Orleães, mulher de D.Carlos, foi a última rainha de Portugal, sendo o seu perfil traçado nesta obra - com a consulta de todos os seus diários, e que inclui fotografias inéditas - desde que conheceu o Príncipe herdeiro D. Carlos até aos últimos dias, no seu palacete de Belle-Vue, em Chesnay, nos arredores de Paris.
 
 ‘Rainha D. Amélia – uma biografia’, de José Alberto Ribeiro
Sinopse:
«Nunca compreendi o que é que se passou no Terreiro do Paço. Porquê tanto ódio, tanto sangue? Porque é que fizeram aquilo? Eu que não pensava a não ser no bem do meu povo?...(...) Foi necessário eu sofrer tanto para que vocês me amem tanto, mulheres do povo. Vós, mulheres, viúvas como eu, que eram jovens quando eu também era jovem, ofereceram-me flores e lágrimas… Quem sabe se quando fizer a minha última viagem a Portugal elas me irão oferecer flores de novo?».
Amada por uns, odiada por outros, D. Amélia de Orleães, a última rainha de Portugal, viveu num mundo em grandes transformações políticas, sociais e culturais. Princesa de França, mas portuguesa de coração, assistiu ao assassinato do marido e do filho, príncipe herdeiro, a tiro de carabina em pleno Terreiro do Paço e ao fim da monarquia num país que a havia acolhido com entusiasmo. Rumou ao exílio primeiro em Inglaterra depois em França, viveu a Primeira Guerra Mundial, resistiu contra a ocupação nazi, recusando deixar o país que a acolhera e que também era seu. Contudo, apesar da tragédia que marcou o seu quotidiano, D. Amélia orientou a sua vida pela divisa que escolheu para si: Esperança. José Alberto Ribeiro, diretor da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, um apaixonado pela figura desta rainha alta e de personalidade forte, traz-nos uma biografia reveladora de factos e acontecimentos até agora ignorados ou silenciados sobre a sua vida. Após anos de pesquisa em arquivos nacionais e estrangeiros, nomeadamente no Arquivo Nacional de França, em Paris, da leitura dos diários privados da rainha, escritos ao longo de 65 anos, desde que chegou a Portugal até ao fim dos seus dias, o autor reconstituiu a vida e o quotidiano de D. Amélia. Da sua infância, passando pelo seu casamento, a relação com D. Carlos e com os filhos de quem sempre foi uma mãe extremosa, os dias comuns e os dias de grande gala, os seus gostos, a sua curiosidade pelas novidades da ciência, pela cultura e as suas ações de solidariedade, passando pelos seus desencantos e tristezas, o exílio forçado, o calvário da morte de mais um filho, D. Manuel, as questões de sucessão do trono português, e a sua relação de correspondência com António de Oliveira Salazar que a convida a visitar Portugal. A rainha deixou expresso que após a sua morte estes diários deveriam ser queimados, o que não veio acontecer. José Alberto Ribeiro foi o único historiador a ter acesso, na sua totalidade, a estes diários, bem como a um conjunto de imagens desconhecidas que são reproduzidas nesta biografia amplamente ilustrada. D. Amélia morre a 25 de outubro de 1951, na sua cama gravada com as armas de França e dos Bragança. Tinha então 86 anos. As suas últimas palavras foram: «Levem-me para Portugal, adormeço em França mas é em Portugal que quero dormir para sempre. No presente, Deus está comigo.»
 
Mário Rui

sábado, 30 de novembro de 2013

New York Times compara destino do burro mirandês ao dos portugueses | iOnline


















New York Times compara destino do burro mirandês ao dos portugueses | iOnline


A capa da edição europeia do “New York Times”  é dedicada ao burro mirandês, que se encontra em vias de extinção e cujo percurso serve como metáfora para a situação económica e social do país.
 
Metáfora? O tanas!
Finalmente  não percebi se a intenção era falar do burro, se da nossa ex-agricultura, se da UE ou apenas de Portugal e dos portugueses. Do mesmo modo, também tenho fundadas dúvidas quanto ao interesse do texto, se pretensamente educativo ou didático, ou mesmo coisa nenhuma. Em qualquer dos casos e uma vez que já estamos pelos cabelos relativamente a tudo quanto de menos bom nos acontece, parece-me ser artigo a descartar. E digo-o já que o nosso país se tornou, infelizmente, eterna fonte de consultas para “esclarecimentos” variados. E quando aparecem, sobretudo vindos de um certo lado do Atlântico,  sempre desconfio porque vêm e especialmente ao que vêm.  Mesmo não sendo adepto da recorrente “demonização” do estado americano a que por esse mundo vamos assistindo, devo concordar com os que acham que das terras do tio Sam emana frequentemente um certo analfabetismo funcional. É o que depois dá ajuda a uma já existente contaminação moral e social do nosso país, através de habituais venenos idiotizantes testados em outras paragens e que, a julgar pelo que a muitos já aconteceu, pouco de útil nos acrescenta. De tudo a mais um pouco, enfim, já não há tema obscuro que os donos do mundo não obscureçam ainda mais.  Pronto, então fico-me pelo título de “penduricalho” inócuo quanto à capa, ainda que ‘europeia-americanizada’, do NYT.  Ao autor do artigo, um tal ‘inspector’ Raphael, apetece mesmo dizer-lhe que cá, ou na terra de lá, faz sentido lembrar um atinado provérbio de origem portuguesa que diz; «burro velho não aprende línguas». Mas não é por ser velho, é mesmo por ser burro. Daí que alguns burros nunca tenham tentado discorrer sobre a burrice de outros tantos em outros países! E ainda bem....
 
Mário Rui

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Estroinices de políticos


Gente que ficou completamente excêntrica à efectiva vida da nação. Claramente a estroinice dos políticos e tão mau quanto isto, trata-se de uma pele do tempo e da prática que não muda. Só pergunto a mim mesmo o que é nos dias de hoje a sociedade, a colectividade, o estado, o direito, o indivíduo, a nossa terra? De facto é muito difícil salvar um país quando o mesmo está sob o poder de esfaimados demagogos.

Mário Rui


Municípios
Autarcas reformados recebem subsídio extinto em 2005

Presidente da ANMP diz que subsídio de reintegração de ex-autarcas é "questão individual".

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, escusou-se hoje a comentar a atribuição do subsídio de reintegração, extinto em 2005, por autarcas reformados, considerando tratar-se de uma "questão individual".

O Jornal de Notícias (JN) diz hoje em manchete que "Autarcas reformados recebem subsídio extinto em 2005", citando o caso de Fernando Ruas, ex-presidente da Câmara de Viseu e da ANMP, que juntamente com dois vereadores do mesmo município têm direito a 110 mil euros.

De acordo com o jornal, os serviços jurídicos da ANMP emitiram um parecer favorável no sentido de os autarcas poderem recorrer a esta pensão extra, poucos dias após as eleições de 29 de setembro.

O subsídio de reintegração estava consagrado no Estatuto dos Eleitos Locais e pretendia ajudar a ultrapassar as dificuldades no regresso a atividade profissional. Foi revogado em 2005, ficando salvaguardados os direitos adquiridos.

O actual presidente da ANMP, Manuel Machado, escusou-se a comentar o recebimento deste subsídio de reintegração por parte dos autarcas reformados, por considerar que se trata de uma questão "individual" dos ex-autarcas.

(jornal Económico 28-11-2013)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

São as cores de uma vida





















Os lápis que nos riscam a vida. Escrevem-nos o que não somos capazes de guardar tão-só na mente. A cores, a traço fino ou grosso, eis que assim se define no papel uma terrena existência. Não sei se em sítios mais vagos, talvez não menos importantes, a linha não será em tudo igual. Corrida, igualmente colorida e com fim marcado. Pode ser ténue a sua impressão mas não importa; fundamental é que deixe rasto, coisa que se veja e, se possível, algo que pinte marca. Distintiva do que somos e muitas vezes não parecemos. São as ilusões do colorido que dão pitoresco à nossa passagem pelo fio do tempo. Quando o colorido e o brilho se juntam, as possibilidades são infinitas, ternurentas. Eu sei que os filósofos da antiguidade ensinavam o desprezo pelo trabalho e se o fizeram foi porque nunca acharam a verdadeira cor da cor. Disseram que o trabalho das cores e dos afectos eram um travão às nobres paixões dos homens. Sempre me pareceu estarem errados já que paixões são ofícios divinos e, quando se está na ordem dos deuses, pode-se pintar o que se quiser. Apenas são necessários os lápis, os pintores, o tema, e depois então vem o resto das profissões; de governantes, de polícias, do clero, da magistratura, dos exércitos, da prostituição, das ciências, mais os juros e os dividendos. Ò concorrência absurda e imoral, como é colossal essa diminuição da cor. Todos se rodearam de pretorianos mantidos numa improdutividade laboriosa. Apenas para reprimirem o inimigo interno; o lápis e a cor! Colorido é que é bom. Quem não pinta, não come.

Mário Rui

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Homem


















Ante a turbulência actual, Ramalho Eanes deu-nos mais uma lição; mostrou-nos mais uma vez como é ser um povo de HOMENS! Poder hoje continuar no seu ontem sem por isso deixar de viver para o futuro. Que falta nos fazem líderes desta ascendência. De carácter singular, sobrevivente da “nobreza” de actos que por agora escasseiam em tantos outros. Justa homenagem, a que lhe foi feita. Sr. General, obrigado !!!
 
Mário Rui

sábado, 23 de novembro de 2013

O cadastro


























Nova lei do tabaco quer cadastrar pais fumadores

 
É intenção do Governo alterar a lei do tabaco com novas campanhas de alerta para os malefícios do tabaco mas também, avança hoje o semanário Expresso, a aplicação de um cadastro aos pais fumadores no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e no boletim infantil dos respectivos filhos.

Jornal i
 
Fumar, faz mal à saúde. Ponto final! Quanto a isto estamos conversados. Relativamente à nossa democracia, mesmo não fumando, não goza de boa saúde.

 
Da preocupação do Estado quanto à  saúde dos fumadores e dos portugueses em geral, julgo que a correcta descodificação de tal desvelo, tem nome próprio; imposto. Mais um que oportunamente fará a sua aparição.

 
Da norte-coreana aplicação de um eventual cadastro, censo sem senso,  só posso rir  e ao mesmo tempo agradecer a George Orwell pelo que visionou;

 
« Estava só. O passado estava morto, o futuro era inimaginável. Que certeza tinha ele de poder vir a existir ao seu lado um único ser humano vivo? Tirou do bolso uma moeda de vinte e cinco centavos. Ali também, em letras muito minúsculas porém nítidas, liam-se as mesmas frases; do outro lado, a Cabeça do Grande Irmão. Até mesmo da moeda, aqueles olhos o perseguiam. Nas moedas, nos selos, nas capas dos livros, nos distintivos, nos cartazes, nos maços de cigarros – em toda a parte. Sempre os olhos a fitar o indivíduo, a voz a envolvê-lo. A dormir ou acordado, a trabalhar ou a comer, dentro ou fora de casa, na casa de banho ou na cama – não havia fuga. Nada pertencia ao indivíduo, excepto alguns centímetros cúbicos dentro do seu crânio.
 
 
Mário Rui

A ler







































Sinopse:

 
«Felizmente, tem havido também historiadores, académicos e sábios que vão pondo a História nos eixos. Porém, um lado da guarda desse passado tem sido descurado: a divulgação. O simples facto de sermos um país onde não há uma caravela, para lá entrar, ver e tocar (…), diz da importância de livros como este Os Portugueses Descobriam a Austrália? - 100 Perguntas Sobre Descobrimentos Portugueses»
 
Vasco da Gama foi um herói ou um almirante cruel e sanguinário? É verdade que antes dos Descobrimentos se pensava que a terra era plana? O mar era mesmo povoado por monstros, como o famoso e aterrador Adamastor, e outros seres maravilhosos, como acreditavam os marinheiros na Idade Média? O Infante D. Henrique criou uma Escola em Sagres? O Tratado de Tordesilhas foi uma vitória ou uma derrota para Portugal? Os portugueses buscaram o famoso El Dorado, a lendária terra do ouro? Os marinheiros portugueses chegaram à América antes de Cristóvão Colombo? E foram ou não os portugueses a descobrirem a Austrália antes do capitão James Cook? Estas são algumas das 100 perguntas a que o historiador Paulo Jorge de Sousa Pinto responde neste curioso e original livro. Os Descobrimentos representam a Idade de Ouro da História de Portugal, e continuam a suscitar uma especial curiosidade junto de todos os que se interessam pelo nosso passado. Uma temática recheada de mitos por desfazer e mistérios por desvendar, factos e curiosidades por rever ou redescobrir, mas também ideias-feitas, estereótipos e controvérsias que continuam a povoar o nosso imaginário. Estas 100 perguntas formam um guião de uma visita à fascinante época dos Descobrimentos que nos permite compreender melhor a forma como um povo pequeno conseguiu, entre o desejo de conhecer e a vontade de descobrir, abrir-se ao mundo, espalhar-se pelos cinco continentes e alterar, de forma irreversível, o curso da História de culturas, impérios e civilizações.
 
Mário Rui

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Vulgaridade intelectual
















Assunção Esteves manifesta orgulho por parlamento ser destino das manifestações | iOnline


O império que a vulgaridade intelectual exerce hoje sobre a vida pública, mesmo que faça um esforço para escapar à tolice reinante, é de facto algo que deveria preocupar os portugueses. Mais que propriamente a escalada dos polícias descontentes até às portas da casa que  "tem um valor sagrado, que é o lugar da esperança". É o que dá quando algumas vozes, ao julgarem-se com direito a terem uma opinião sobre certos assuntos sem esforço prévio para a formularem, se fazem ouvir. Idiotices!!! Vozes inatas das suas próprias limitações como que a fingir que verbalizam modo de estar e ser assertivo quando afinal se percebe claramente que nada de importante querem dizer.  Quando não se está qualificado para teorizar, estar calado é um bem incomensurável. Em última análise, foi mais sincero o protesto dos polícias, concorde-se ou não com a forma como passaram a barreira dos seus pares de função, do que as da “guardiã” do “lugar da esperança” . Esta “esperança de valor sagrado”, é minha tia! Também me acostumei a chamar-lhe “tia-balelas”, há já tempo de sobra.
 
Mário Rui

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O assassinato de um sonho






















John Fitzgerald Kennedy (Maio 29, 1917 – Novembro 22, 1963)
Liberdade do homem
« Assim, meus caros americanos: não exijam o que o vosso país pode fazer por vós - exijam o que vocês podem fazer pelo vosso país. Meus caros cidadãos do mundo: não exijam o que a América irá fazer por vós, mas sim o que, juntos, poderemos fazer pela liberdade do homem»
 Meio século depois
O assassinato de um sonho
(Imprensa escrita da época) DALLAS, Texas, 22 de Novembro de 1963 - O presidente JOHN KENNEDY foi assassinado hoje, quando desfilava em carro aberto em Dallas, Texas, juntamente com o governador John Connally. Perante 250 mil pessoas, o presidente foi atingido por três disparos, caindo, mortalmente ferido, sobre o banco da frente. Os vidros à prova de bala do automóvel estavam abertos. O governador John Connally foi também atingido, mas sem gravidade. Jacqueline, ao ver o seu marido cair, tomou-lhe a cabeça nas mãos, gritando, enquanto o automóvel se dirigia, a toda a velocidade, para o hospital.
Imediatamente, foi isolada a área, para a localização do assassino. Afirma-se que os tiros foram disparados do quinto andar de um edifício próximo, onde já foram encontrados três cartuchos vazios e uma arma italiana, com mira telescópica.
Transportado imediatamente ao hospital  Parkland, foi assistido por vários médicos na desesperada tentativa de salvar a sua vida. No exterior, o povo reunia-se à espera da alegria de uma boa noticia ou, o que aconteceu, da tristeza do anuncio da morte.
Foi solicitada a presença dos principais cirurgiões de Dallas. Tentou-se reanimá-lo através de uma abertura feita no pescoço, por onde poderia respirar. Fizeram-lhe massagem no coração, a "peito fechado". Tudo foi tentado. O ferimento foi mais forte. Kennedy, assistido por um sacerdote católico, que lhe administrou a extrema-unção, morreu às 13 horas locais.
 
Mário Rui

A causa própria


















Governo tentou pela terceira vez revogar o estatuto especial dos funcionários parlamentares. Partidos impediram-no por unanimidade.
 
O estatuto dos funcionários parlamentares, que cria na Assembleia um corpo especial de trabalhadores que não está sujeito às mesmas regras laborais que a restante Função Pública, está a causar mal-estar entre o Governo e o Parlamento. Desde 2011 que o Executivo tenta revogar este estatuto especial, mas sem sucesso, com os partidos de forma unânime a impedir que a revogação avance, o que tem suscitado críticas de que a Assembleia está a legislar em causa própria e a beneficiar os seus próprios trabalhadores.
 
Jornal Económico – 21-11-2013
 
Eu bem procuro estar calado mas perante este e outros recorrentes escarninhos, a tanto não sou capaz. Deste modo, aceito entusiasticamente a obrigação de manifestar objecções a todo um exército que se empenha em passar inalterado à posteridade, exército não sujeito à norma de abuso imposta aos demais. Daí que não me consiga livrar da necessidade de julgar estes deputados, não tanto pelos efeitos dos seus actos, já que são absolutamente perversos, iníquos, mas sobretudo pelas suas matreiras intenções. Agora, a avisada “dedicação” dos deputados volta-se para a blindagem ao corpo “especial” de trabalhadores da AR que não está sujeito às mesmas regras laborais que a restante Função Pública. E alguém percebe isto? Será para acumular mais propriedades por forma a que mais tarde não seja fácil o confisco de tantos e tão bons direitos aos políticos? Mas estes trabalhadores não são funcionários públicos como os restantes?  A verdadeira “maioria czarista” política do país está aqui bem retratada. Uma maioria que sabe decidir bem, oh, se sabe, àquelas questões às quais se devem aplicar as regras de conveniência própria. Claro que do tropel de  prescrições legislativas amigáveis, poucas e ainda assim facilmente evaporáveis, saídas da pena desta gente, também me poderia ocupar na tentativa de evitar que me chamassem  sempre “do contra”. Mas não o faço. Melhor, não o devo fazer. E assim procedo pois que no seio deste assembleia “p´ra lamentar” , na maioria dos casos, não há um livre exercício seja do discernimento ou do senso moral! Quando se trata de julgar em causa própria tornam-se ainda mais insuportáveis. Tornam-se mercadores e fazendeiros da nossa terra, mais interessados no negócio da “família política do regime”, toda sem excepção, do que na humanidade que é devida aos mais socialmente castigados.  Pedem-nos votos mas não querem que os entendamos como uma espécie de jogo. Mas, convençam-se amigos meus, é mesmo um jogo, com o certo e o errado como apostas. Já acertámos no errado e parece-me ser este o meio onde os  deputados da nação melhor se sentem. Em vez de se devotarem à erradicação das injustiças estão absorvidos  com a defesa do seu lordismo. Quando assim digo, mais não faço senão assegurar-me que estou prestando luta ao mal que condeno. Só isso, e creio fazê-lo bem e na melhor das intenções, ou seja, avivar a memória do que deve ser conduta política inatacável, pelo menos no que aos príncípios morais diz respeito. Afinal todos viemos ao mundo, o nosso “solo sagrado – Portugal”, já nem digo para fazer dele um bom lugar para se viver, mas para viver nele, seja bom ou, infelizmente, mau. Ajudem-nos, srs. deputados, esse é o vosso desígnio e não nos descubram  mais actos de inospitalidade, de diferença que não há, nem em relação a vós, nem muito menos relativamente aos funcionários públicos que na AR vos suportam. É pesado esse suporte? Talvez! E então o dos outros, sujeitos às mais vis desconsiderações, encaixadas dia-a-dia por via das vozes e dos actos de indignação ouvidos e vividos atrás do balcão, da secretária, da carteira ou da escrivaninha e que, no bem defendido castelo da vossa “casa da democracia” não se tornam audíveis nem sensíveis aos ouvidos de quem as provoca? Convém apaparicar quem nos possa defender, quem possa ajudar a manter inexpugnável a fortaleza, não é? Dá sempre jeito um “grupo de elogio mútuo”. Pobres dos outros empregados a que antes aludi, dignos, esforçados, mas indefinidamente maltratados!   
 
Mário Rui

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Pepsi "atropela" Cristiano Ronaldo em imagem polémica! Pouca vergonha!




 
A PEPSI da Suécia esqueceu-se que Ronaldo tem 64 milhões de fãs no Facebook  LER AQUI
Se isto é tom de comunicação da Pepsi, mesmo dando de barato que a marca tentou mais um enquadramento sólido e projectos de mercado para inscrever e manter as suas expectativas para o futuro, então, o mínimo que se pode dizer é que estamos em presença de uma agressão inútil que não vai deixar intactas as causas da aflição da Pepsi. Pode ser em grau menor mas que vai ter mais algumas aflições, lá isso vai. Há os que são cegos e surdos quando promovem a amostragem da publicidade a um produto e que desse modo se julgam capazes de fazer a gestão dos outros, os consumidores. Puro engano! É que felizmente ainda há consumidores com escrúpulos morais e suficientes para que fiquem atormentados com este modo de vender mercadoria. O “desejo consumista” de consumir, já lá vai. A Pepsi parece que ainda não percebeu que grande parte do mundo actual já entende o desejo como coisa que deve, muitas vezes, ser descartado. E então com campanhas como a de ontem, semi-ilícita, a marca vai ter de dar estímulos mais poderosos e sobretudo mais éticos para manter a procura do consumidor. De outro modo continuará a "penar" à sombra da Coca.
 
Mário Rui

domingo, 17 de novembro de 2013

Pensar muito, só me causa problemas






















 
 
 
 
Em entrevista televisiva à SIC-N, diz o antigo Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro:
 
"O Freeport, já o disse, ninguém contestou, foi uma fraude...está lá! Consultem-no...estava em segredo...eu nunca vi o  Freeport...que eu nunca vi nenhum desses processos..."  Então em que é que ficamos? Mesmo assim, para Pinto Monteiro, o processo foi uma fraude. Muito elucidativo!
 
Ah, leitor lindo! ...
Se não fosse a IDIOTIA,
Que nos protege,
Como uma ama-seca aplicada,
Indefinidamente zelosa,
Das agruras reais da existência.
 
Acabaríamos,
TODOS
A ARFAR,
Com a boca voltada para baixo,
Como sapos espancados
Por um batalhão de magalas bêbados
À saída de um bar de doca.
 
Assim, disciplinados
De uma maneira ou de outra,
Na protectora virtude da Imbecilidade,
Não acabamos nem dessa
Nem de outra forma,
Porque, em geral,
Não chegamos sequer a começar
 
Vamos jantar juntos, leitor lindo?
 
(textos do programa radiofónico ‘O HOMEM NO TEMPO’, de 18 de Maio de 1977 a 29 de Dezembro de 1978 - II Volume, compilados em “Tabú, Príncipe dos Cágados, de Fraldas ao Vento, Ladra às Portas do Futuro)
 
Mário Rui