segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Borboletas que voam, voam...




Eu bem dizia há uns dias que até a borboleta se queria pirar. Aí está. Já foi!
Campanha Novo Banco, novo símbolo: borboleta voa, ficam as asas.
 
 
 
Mário Rui
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domingo, 21 de setembro de 2014

Happy birthday Mr. Cohen




O mestre da poesia cantada
Celebra hoje 80 anos de vida. Amanhã chega “Popular Problems”, o 13.º álbum de estúdio. Chama-se Leonard Cohen e é alguém que se habituou a falar de sentimentos e sensações.  
 
Mário Rui
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Futuros



A natureza, que é a fonte de toda a sabedoria, reparte tão liberalmente os seus tesouros que acho que só ela é capaz de mostrar um futuro de sumarentos frutos. Outros futuros são sempre coisa algo incerta e é por isso que tenho a mania de me alistar mais depressa nas fileiras do presente do que andar a premiar profecias. Mas quanto a provar futuros, cada um saberá como o fazer.

 

Mário Rui
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Tem dias escuros e bafientos




Tem dias escuros e bafientos em que a partida de amigos se revela como algo demasiado veloz, sofrido e simultaneamente coisa mal compreendida. Antes mesmo de darmos o passo seguinte aflora-nos à memória aquela reminiscência de passado, de epopeias mansas mas não apagadas, com um ar de mistério como se de surtida de sonhos que se escapam pelos interstícios do tempo se tratasse. São dias mais melancólicos mas nem por isso distraídos, servem-nos justamente para acariciar aquela sensação de mágoa por tudo o que não fizemos e devíamos ter feito. A vida é assim, umas vezes certeira quanto ao atingir de propósitos por nós estabelecidos, outras vezes ataca-nos com a refinada tolice de quem nos quer precipitar para a interrogação. E posto assim o tom cinzento o que deve um homem fazer para colorir de oiro outro meio mundo? Faltam-nos palavras que explicam os despojos que inventámos, inventámos, digo bem, e a sensação com que se fica é como seria então com os que a gente nem conhece. São maus os tais dias escuros mas concedo-lhes o benefício da dúvida porque às vezes mostram-nos momentos lúcidos
para o espírito e ajudam a perceber a tão desesperada quanto estúpida luta em que nos vamos todos os dias um bocadinho. Daí que uma boa lógica ou tão só uma boa lembrança se deva escrever sempre com dois ou mesmo três lll.


 
 
Mário Rui
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domingo, 14 de setembro de 2014

Novo Banco. Um bom começo??



Afinal há coisas que nunca são como parecem e daí que seja diferente a espera e a esperança. A primeira, com pouca ou com muita paciência, lá se vai tolerando. A segunda,  já é assunto do domínio do mistério. Pelo menos assim parece no caso do Novo Banco já que quem regula não quer regular e quem pensava que ia abrir um banco novo, enganou-se, ou então foi enganado. A complexa questão da insegurança colocada pelos novos desenvolvimentos conhecidos só pode sobrecarregar de ansiedades os que continuam a confiar nesta banca de retalhos, e o preço do silêncio de quem devia ter a obrigação de falar, sossegando os depositantes, é afinal  a única e dura moeda do sofrimento de quem lá meteu as economias de uma vida.  E pelos vistos não foram apenas os novos administradores a bater em retirada. Já se diz que até a borboleta também se quer pirar, e se calhar até cheia de razão posto que  uma pegajosa tristeza saí de todo este turbinado e lamentável espectáculo alucinatório dentro do qual permanecem muitos vírus anunciadores de presentes e futuras doenças incuráveis. Mas não há quem ponha mão a isto???
 
 
Mário Rui
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Em suma, a verdade nunca cairá do céu



E se me pedissem para definir o fictício de toda esta medíocre gente e de baixa condição política, para não lhe chamar outro nome feio, eu diria, sem floreios: esta é a nervura essencial de um País que não existe. Lamentavelmente! De facto, é impossível antever o que vai acontecer amanhã. Esse é que é o grande barranco que se opõe ao desenvolvimento desta terra, sítio onde já não há nivelamento, nem objectivo quer interior quer exterior, realidade também é coisa que já partiu e por agora resta aquilo que a suposição de cada um de nós quiser partejar. Mesmo a ficção fugiu a sete pés pois que percebendo estar paredes-meias com gente de simulacros, optou, e bem, pelo abandono de milhões de configurações eventuais trazidas à luz do dia através das brumas contínuas de quem tem feito de Portugal um esboço de meras lacunas. O BES já foi região que rondou a morte, o Novo Banco parece ser algo que se vai extinguindo com o pensamento e em que a promessa de melhor saúde retrocede indefinidamente, mas ninguém explica ao ‘portuguesito’ esta religião informe. O pretenso, pretendido, ou suposto novo político, lá vai expelindo a marca da sua pequena importância e depois de ter andado anos a fio a criticar os políticos e de se ter candidatado ao PE, 18.000 euros/mês, porque tem de criar uma filha, decidiu entrar na vida político-partidária e até apetece dizer que, deste modo, tenho de amealhar ainda mais calma. Outro diz que as elites, os notáveis, são responsáveis pelo estado a que o país chegou. Há muita gente fora da tal Lisboa, a dos salões de alcatifa vermelha, de uma enorme qualidade, acrescenta. É o apagamento do autor, espécie de epopeia destinada talvez a perpetuar a (i)mortalidade do herói, porque o que diz já foi afinal esforço de todas as noites de milhões de portugueses que nunca tendo pisado tapetes dessa cor, já deles se tinham sentido presas na armadilha de tantos bacocos fundadores da discursividade. Depois surge outro, anafado, pois que nunca teve fome mas antes apetite a mais, a dizer que o Governo está num sarilho e que quando o “Dono Disto Tudo” falar as coisas vão ser diferentes. Muito significativo é que esta leitura seja feita a partir da música reflectida pela sua própria “obra” em prol do país. Um dos herdeiros mais rigorosos e mais criativos da escola do moderno regime à portuguesa. Música, pintura, arquitectura, filosofia, linguística, mitologia, sol, praia, sinecurismo e o mais que convenha, é só ver os últimos quarenta anos bem passados e de ângulo que me é familiar. Cito só mais dois. O primeiro, o que dizia “vou andar por aí”, canta agora loas à ciência e à tecnologia trazidas pelas emergentes e profundas raízes do antigo rival que depois estudou fora a maneira de continuar dentro. Parece querer mensurá-lo como potência de transformação, destacando-o como força de inovação e lugar de pensamento. Francamente, como é possível tanta mentira? Para acabar, vamos então ao segundo: neste caso apetece dizer que as mutações da relação entre o visível e o dizível já não são como eram e portanto se o Presidente não soube tudo do BES foi porque não perguntou, diz o Primeiro. Mas atenção, se a tradição se quebrou, não foi certamente porque a arqueologia deixou de ser disciplina uníssona. Não, quebrou-se apenas porque o meio está tão desregulamentado, resultado do colapso progressivo a que assistimos, que já nem os casamentos políticos são tidos como um romance. Passaram a ser simples compilação de contos mal contados. E assim vai Portugal, a maior parte do tempo em busca da sociedade elusiva.
 
 
 
Mário Rui
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

S. Paio 2015 à vista



E a festa está no fim. Para uns mero júbilo por mais dois ou três dias de fartura de cores, de sons, de tons e já agora também de dons, para outros a certeza de que ainda podem contar com histórias de bem estar. Tudo coisas que convêm aos mais cépticos e não menos aos entusiastas de dias e noites que se prolongam numa deleitosa passagem de instantes que marcam. É assim que vivem os que observam mas também os que absorvem, e aquilo a que assisti mais uma vez foi à fila de inseparáveis amigos de recreio e boa disposição alinhados entre pares que fizeram da festa a apoteose da alegria. E é assim que deve ser, pois em muitos vi essa nobreza de linhas que dão alma a um festejo, a uma graça, ou tão só a dias mais coloridos. Até os vi nos escaninhos de um beco pardo a trocarem beijos de contentamento tão fecunda a romaria era. Mas coração ao largo! Uma população frenética entrechocava-se por mais e melhores cunhos de S.Paio e assim sendo que importa ao tal coração saber onde fica amor parceiro. Interessa, e bem, é compostura que se afigure mais independente já que em altura de céu de fogo, chão de areia, ar de música, mar de sonhos, conta é que todos se levantem em cerimonial, puxando os punhos se lhes apetecer, e digam: - como eu estou contente em te apanhar aqui S.Paio ! Então não é uma tolice criar aversões nos patrícios bem aparecidos? Claro que é! Tiro o chapéu a todos os que estiveram e fizeram a festa, ou as festas, porta de muitas aspirações, mesmo que passageiras, a que até eu ouso erguer a vista. É um auxílio, que diabo! Em conclusão, eu sei que há muita gente desgostosa de haver assistido a uma riqueza de sabores, mas calma, para o ano há mais e todos, mesmo eu, certamente tomaremos assento nessa excursão que há-vir de novo até ao teatro das nossas antigas rapaziadas. Obrigado S.Paio e bebe um copinho até que chegue nova folia.

 



Mário Rui
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Portugal vs Albânia




De facto há alturas em que o perder nos devolve a noção do nosso valor perante as coisas. É algo desoladoramente tonificante mas com este “mister” e com boa parte dos por ele escolhidos, também não era de esperar muito mais. As palavras dele e as belas jogadas produzidas mais não são que apenas sensações. Deixa-nos pensativos a “grande potência” de imagens como as do Brasil 2014 e agora estas contra a poderosíssima Albânia. E se este era o jogo para apagar más memórias, então estamos conversados. Descobre-se assim que quanto a selecção , quase tudo é passatempo.




Mário Rui
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Os califados no século XXI



A multinacional de roupa espanhola já retirou do mercado um pijama para crianças que se assemelhava aos uniformes, impostos pelo regime nazi, aos judeus durante o holocausto. A Zara reagiu desta forma à onda de contestação contra a marca espanhola.
A tirania, a barbárie dos pormenores acontecida no decurso do regime nazi é fonte de inspiração para uma cadeia de roupa  espanhola.  Parece que vale tudo neste modo de vender e sobretudo na insolência mercantilista que teima em não dar provas de respeito quanto ao infortúnio dos outros, o que sugere o fim da inteligência humana como que reunida em torno da vários “califados” e, pelo vistos, há vários e de naturezas diversas. Tudo isto deveria surpreender e inquietar o bom senso, até o dos homens da moda!
 
 
Mário Rui
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“Não tenho nenhuma responsabilidade na actual situação”



Aveiro, Portimão, Nazaré e Vila Nova de Poiares sem dinheiro para salários.
“Marta Soares goza com os habitantes de Poiares mas, mais importante, ri-se à gargalhada na cara dos contribuintes de todo o país que vão ter de pagar as dívidas que deixou - tal como vão pagar a irresponsabilidade e a má gestão dos autarcas que levaram Portimão, Nazaré e Aveiro à situação calamitosa de não ter dinheiro em caixa para acorrer às despesas mais elementares.”
“São estas as consequências do esbanjamento a que assistimos na administração central e nas autarquias desde a nossa entrada na CEE. O dinheiro fácil dos fundos comunitários, numa primeira fase, e do crédito fácil, numa segunda fase, levaram a um desvario no investimento público.”
Jornal i
“Não tenho nenhuma responsabilidade na actual situação”
Coro de vergonha por me saber patrício de gente que assim fala!!! Pois, não tem então nenhuma responsabilidade na actual situação? Claro que não, a responsabilidade é toda das 2 revoluções, a do carvão e do vapor e depois do aço e do têxtil, mais a da electricidade, do petróleo, do automóvel, do ciberespaço, da micro-informática e da robótica. Que tudo isto vá a tribunal responder pelo esbanjamento do nosso dinheiro, mas não molestem as vocações tagarelas destes políticos. Já agora sentem também lá uma certa “democracia” cuja pior característica que tem é a de continuar a dar aos idiotas a consciência do seu poder numérico. E o povo, que no pensar deste sistema nunca foi herói de nada, pois que continue a votar, a acreditar nestas efervescências levianas!!!
 
Mário Rui
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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Olá, S.Paio


As ideias aperfeiçoam-se e o sentido da festa também, o avanço implica-o. É certo que há sempre os que acham que à medida que a verdade do arraial se esfuma a ilusão aumenta. Eu acho que não. Se antes a romaria era feita de cores predominantemente escuras, mas nem por isso menos celebrada, hoje é o colorido que marca espaço. Vai valendo por agora uma imensa acumulação de espectáculos feitos à maneira de um novo estar, celebração que em todo o caso não apaga a memória de tempos idos, onde se fundem multidões num curso comum de modo a que a unidade do festejo possa ser anualmente restabelecida. E é já secular este conjunto de imagens numa relação social alegre entre pares. Se ontem foi mais sóbria, mais vestida de casaco e colete, hoje os adereços decorativos emprestam-lhe outras formas e quer se tenha tratado de dias passados ou se vivam os presentes, a romagem somada à solenidade afinal não se finou, antes se transformou. Tudo foi e é apenas resultado do modo de produção existente. O conceito que unifica e explica os sentimentos vividos pelos antigos e pelos de agora, com as suas diversidades e contrastes, deve ser reconhecido como verdade geral que é cunho de cada uma das épocas vivenciadas. Só isso, porque em cada página do S.Paio intemporal podemos sempre encontrar um sólido itinerário quer seja de saudade pelo que foi quer represente admiração pelo que é. Teve e ainda tem chancela de delírios, entusiasmos, amores e porque não liames, recheio nutrido de coisas em que se acredita porque são convenientes ao nosso carácter, ou não fossemos nós de cá. O simples nome dos que fizeram outrora a festa deverá necessariamente corresponder ao objectivo de uma longa inscrição tal como o nome das paixões que hoje a produzem, erguidas pelo orgulho e pela gratidão, devem ser incitadas a perpetuar a excelência das suas memórias. De outro modo, tudo se esvai e se há coisa que não nos convém é que as gerações envelheçam e se esqueçam de coleccionar a nossa identidade. Se assim acontecesse, o S.Paio teria certamente pela frente um grande “mar de Inverno” quando afinal o que mais ambicionamos é embelezar todos os quotidianos.




Mário Rui
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domingo, 24 de agosto de 2014

E o que será o futuro?



Sermos contemporâneos do nosso próprio tempo é algo que hoje acontece com extrema facilidade. É certo que este estado pode levar a uma certa desorientação, até mesmo atordoamento, mas a verdade é que não há como fugir às invenções históricas radicalmente inéditas que se nos apresentam.  Assim, mesmo que quase tudo no Mundo actual nos pareça estranho, há que convir que também o maravilhoso assentou definitivamente arraiais. Quer se queira quer não, a vida dos dias de hoje é afinal ocupação constante em algo futuro. E o que será o futuro?
 
Mário Rui 
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Bom começo



Bom começo é nascer já com 2 milhões de clientes. Ou não é? Ora digam lá o que acham...



Mário Rui
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sábado, 23 de agosto de 2014

É possível acabar com este futuro?



Equipamentos digitais vão ter taxas até 20 euros


 
(jornal i)

 
 
É possível acabar com este futuro?


Português que não se resguarde, é criminoso. Não chega toda a caterva de sacrifícios já feitos. Roubam-nos dinheiro, dão-nos solidão, solidão do temor da incompreensão do futuro, dão-nos fobias, palpitações, nervosismos, desgastes que apelidam de esforço nobre pela recuperação do país, tiram-nos dignidade e eis que entretanto chega a hora de mais uma medida “acertada”. Equipamentos digitais vão ter taxas até 20 euros. Mais um imposto encapotado, desta feita para pagar, dizem eles, direitos de autor. Quem paga? O mesmo de sempre, embora aqui o “consumidor” devesse chamar-se governo e o “consumido” o simples português. Porquê? Pela repetida razão de que o dito estima que a aplicação desta medida totalizará, anualmente, um valor de 15 milhões de euros, o que significa bolso ainda mais vazio por parte do pagante nacional. Já não faltára muito para que se acabe de vez a coisa a que deve ser infligido imposto já que a insistência na mesma tecla parece-me representar apenas a falência dela mesma. Agora já só há novas receitas e, portanto, novas formas de as inventar. Nada mais do que isso e quando o veio secar, não tardará muito, o governo prosseguirá certamente na contemplação inquieta do dízimo seguinte. Há-de esse governo esfaimado insistir na tortura a todos os “consumidos”, adaptando-lhes outros nascentes desenvolvimentos até que descubra o tom justo do suplício. No calor deste “patriotismo”, a seguir, porque entretanto já falecido todo o pé-de-meia de quem paga e não bufa, proponho então que se virem estes traficantes de sonhos para a razão do juro a cobrar às ondas do oceano, às núvens, ao crescimento demasiado rápido da fava-rica e, já agora, não se esqueçam por favor da insolência dos sobrevivos descontentes. Cobrem-lhes igualmente um triplo tributo pela suas demoradas viagens até ao respectivo epitáfio e então depois, isso sim, e se ainda houver desagradados, cubram-nos finalmente!

Subsiste algo incompreensível à luz da minha pobre faculdade de raciocinar. É isto; afinal há gente que, mesmo condenada, sente um certo orgulho em perseverar no esforço inglório! Eu próprio, e muitos como eu, infelizmente!

 

 
 

Mário Rui
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Palavra do Senhor




Primeira entrevista de Ricardo Salgado
Entrevista ao DN Económico. (LER AQUI)
 
Palavra do Senhor
A muitas citações recorre este homem, vá-se lá saber porquê, como que em jeito de jeremiada longa e espécie de condolências pelo trono perdido. É tarde, agora! Esqueceu-se de uma, tão ou muito mais importante que as por si citadas, e que diz;   «toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça (2 Timóteo 3:16). Foi pena que no decurso do seu reinado não lhe tivesse acudido à ideia esta última menção bíblica, envolta em bons princípios, que pelos vistos foi modo de estar e ser a que não se quis converter.  Preferiu dissimular interesses duvidosos e estratégias de desaforo que todos nós tivemos agora de aprender a discernir e a coisa deu no que deu. Pouco adianta essa lágrima de crocodilo, pois só pode haver um contrato social de boa tendência  se de facto existir uma relação sã entre iguais. Isso não aconteceu, diga lá o que quiser. Essa relação sã assenta fundamentalmente em três ordens de valores. Os de princípio, os interiorizados e aqueles que são praticados. Apenas me ocupo dos últimos, senhor Salgadíssimo, para lhe dizer que o seu modo manso, paciente em aguardar a presa da sua caçada, pelando-se pela seguinte, só deixou na sua caça a marca de um picado, de um frangalho. Assim, esses seus suplementos choramingões de agora mais não valem senão um “respeito” semelhante ao devido a um escárnio dirigido a alguém de natureza avulsa, prevaricadora.  E quanto à sua actual “nutrição”, só espero que se transforme em tudo igual à que legou aos que confiaram em si, isto é, pé de meia sem quaisquer economias! Deixo-lhe um último conselho, bem precisa dele; não se socorra do Papa Francisco, fica-lhe dramaticamente mal a si e especialmente a ele que até é um bom homem. Para deslustrar figuras basta-nos a sua!!!
 
Mário Rui
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Pelo andar da carruagem



Já não digo nada...
 
 
 
 
Mário Rui
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Que falta fazes?



Marinho Pinto vai candidatar-se às legislativas e se vencer admite deixar Bruxelas

Deixar Bruxelas? Eu até acho que nem  o Marinho nem o Pinto fazem lá falta. Porquê? Porque nenhum homem devia ser elogiado pelas virtudes que nunca possuiu!
 
 
Mário Rui
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domingo, 10 de agosto de 2014

Merecido!



A despeito do que têm dito e feito os habituais dialéticos da inveja, especialmente os que pouco ou nada ganham, fica a ideia de que afinal este Benfica pode muito bem trilhar caminhos já antes percorridos, e se forem os  da época passada, então ainda melhor. Hoje, jogo a “doer”, a equipa  mostrou ser dignatária de uma nova, ou melhor, de uma velha ordem, coisa que assim acontecida sossega e cala muita da praça pública. O desempenho conseguido revela bem que nenhuma fortuna é capaz de comprar o prazer de jogar bem , com aveludamento e lisura, para não dizer finura, atributos de resto indispensáveis nesta profissão futebolística. Quanto ao mais, os que vão, vão, e para os que estão deve bastar que adquiram um senso da diferença entre o que importa e o que não importa já que afinal também sabem jogar à bola.  “Lá acabou o mundo”, diziam entretanto alguns perante exibições e resultados menos positivos. Mas não. Continua a sobrar mundo para experiências vitoriosas. “Nada mais existe nesta equipa senão um abismo sem fim”, argumentavam os que repetidamente rejubilam com os insucessos do Benfica. É no leste absoluto que este últimos vivem, pelo que é preferível ignorar a significação das suas quadrúpedes opiniões pois que falhos de alegrias conquistadas lá vão de cauda erguida à guisa de vela que enfim os leva para longe do sítio desejado. Só coisas do desgosto pelo bem alheio pelo que cabe apenas transmitir-lhes as informações faltantes -  educá-los, em suma. Hoje, o Benfica fê-lo!
 
 
 
Mário Rui
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Banco Velho, NovoBanco

 
 

Não tivesse acontecido o que aconteceu e estaria eu por esta altura a dedicar atenção a coisa mais elevada que esta última velhacaria do dinheiro. Mas não posso, pois isto aflige até a mais recatada das canjas que se possam engolir. A banca exímia em coser colarinhos de papel à gola de casacos sem forro, a tanto me obriga! Repugna-me assinar o impresso do depósito feito nesta gente, a “obra” desta gente! É por isso que os vou apupando, uma vez que me foram prejudiciais! Particularmente os velhos, esperando para ver o que trazem os novos.
 
 



Mário Rui
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BEStial

 
 
 
 
 
 
 
Mário Rui
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

BES






Mário Rui
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O "Novo Banco"



"Duas coisas são infinitas; o universo e a estupidez humana mas no que respeita ao universo, ainda não tenho a certeza absoluta."
(Albert Einstein)
 
 
Mário Rui
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sábado, 2 de agosto de 2014

Pacote familiar



E ainda por cima vai ser recapitalizado por todos nós???
Gozai pois sem entraves já que o ciclo subversivo bancário ainda não está fechado. Assim vai o futuro do dever, inculcando cada vez mais uma nova "moral" a certas condutas indignas...
 
Mário Rui
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Prazo marcado




Se este tempo é deste tempo então inventem-se novos tempos. Um Agosto moribundo, uma agonia de Verão que tarda, vá-se lá saber porquê, pois que nesta altura a visão dos dias soalheiros naufraga lamentavelmente em pleno porto. Beber porção amarga das nuvens cinzentas que insistem em aparecer não é coisa sedutora e muito menos formosa já que não enfeitiçam a alma. Ademais, aquele proveito só possível quando vindo com o sorriso do Sol, escapa-se-nos em batalha marítima que travamos com a areia, com o mar, enfim aparições que dão cor a dias luminosos que rareiam. Enquanto esperança por instantes assim, bem podemos engendrar sóis e luas, às vezes estrelas, até sentarmo-nos em mastros de barcos que aguardam mar chão que lhes faça sorriso, tudo modo de estar que vigia pacientemente a chegada de nova morada. De modo que, de acordo com tal proeza feita feiticeira que leve a supor um amanhã mais aberto, mais limpo, que engane o tempo escuro, insistimos em pensar nos espíritos etéreos que devem ser infinitos. São eles que regulam o céu azul, ou o cinzentão, vezes sem conta estúpidos, outras tantas irritantes, rabujentos, insatisfeitos e poucas vezes possuídos do bom humor que tanto jeito nos fazia. Valia um reino um tempo assim, beijo grande que nos confortasse após a singular luta contra um Inverno difícil e árdua briga por dias que finalmente nos tragam notícias de um Verão desejado. Embora cansados, seguimos firmes na espera do prazo marcado.
 
Mário Rui
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quinta-feira, 24 de julho de 2014

A dolorosa procura do epíteto raro




E diz o 'entrevisteiro'-jornalista, “mainstream”, de um canal de televisão a propósito das últimas notícias;

“Ricardo Salgado fica em liberdade após pagar caução de 3 milhões de euros. Esta medida destina-se a garantir a disponibilidade do banqueiro para cooperar com as autoridades”

Mentira, digo eu! Se se tratasse do Manel das Favas, o 'entrevisteiro' diria; “esta medida destina-se a evitar a fuga à justiça de Manel das Favas”.

Conclusão; o 'entrevisteiro' não é homem do jornalismo, e por outro lado falta-lhe educação que o transforme num crítico dos acontecimentos que desfilam. 'Artiguleiro' sem predicados para a profissão! Jamais chegará a “underground”, quanto mais a cronista do reino!

 

Mário Rui
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Aeroporto de Beja

 
(foto jornal Público)


Aeroporto de Beja vai ter uma unidade de desmantelamento de aviões (VER AQUI)
Não consigo descobrir a mais ínfima parte do valor pessoal de certos homens, na narrativa dos seus empreendimentos. E quantos outros ainda vão articular ruinosos “sins” a coisas parecidas com esta? Um aeroporto em Beja? Não haverá um lampejo de direito para punir os que deram crédito a mentiras colossais? É infindável a quantidade de insensatez que caracteriza o político português! Fanática pirataria que passa hoje por ser desenvolvimento do meu país! Portugal que falha porque guiado por gente completamente excêntrica ao efectivo progresso deste pedaço de terra!
 
Mário Rui
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Que tempo perdido!



“Procuradoria justifica convocatória do DCIAP e escreve que Ricardo Salgado não é suspeito e nem há indícios de prática de ilícito fiscal. Presidente do BES fala pela primeira vez do caso e explica adesão a amnistia fiscal e regularização de declaração de IRS. A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um despacho em que considera que Ricardo Salgado não é suspeito no caso Monte Branco. E que não existem indícios de crimes fiscais.”
Jornal Negócios - 30 Janeiro 2013
“Ricardo Salgado foi detido esta quinta-feira em casa, no Estoril. A detenção do ex-presidente executivo do Banco Espírito Santo, agora a ser ouvido por um juiz de instrução criminal, ocorreu no quadro do processo Monte Branco, que investiga um alegado esquema de branqueamento de capitais.”
RTP1 – 24 Julho 2014
 
Que tempo perdido!
Será razoável prever que o ano de 2014 vai ficar na história como a data simbólica que marca o fim de uma época? É sabido que os últimos anos, de resto de forma bastante esperada, têm sido de instabilidade bancária e posturas auto-indulgentes por parte dos agora intitulados “donos disto tudo”, leia-se “DDT”. O que mais se viu, e ainda se vê, são instituições que se afundam no seu próprio sucesso. Por outro lado, a definição de perigo que tem acompanhado estas instituições e seus representantes, tem sido quase sempre uma construção feita pelos próprios mas também e especialmente por terceiros, estes últimos meramente ao sabor, vá-se lá perceber a razão, de opiniões sem grande sustentação, pouco responsáveis e sobretudo nada preocupadas em investigar e divulgar a tempo e horas as ameaças potenciais. Parece não ter havido ninguém em Portugal, talvez graças ao Divino Espírito Santo, capaz de violar o “respeito” da majestade agora moribunda. Ou seja, todos os que por obrigação deontológica tinham o dever de abrir as portas das lojas de cautelas e diligências, não o fizeram na devida altura. Agora vendem suplementos choramingões como que, tarde e a más horas, a atestar da (in)disciplina que lhes escapou quando a mesma a todos nós mais falta fazia. Ontem a porcelana estava intacta, imaculada, hoje já o barro se desfaz e não há pena nem pincel que consiga pintar cores alegres no quadro. São singulares todos estes agentes desta chamada arte nova posto que, fruto das suas lucubrações, até já a conseguiram transformar em nova arte. A coisa assim entendida, mesmo que posta a nú agora, em nada restabelece curso ao nosso bom humor. O motivo é simples; é que a fortuna de vida que alguns arrecadaram, riqueza que, quer se queira quer não, foi dentada em quinhão que era de todos nós, já há muitas luas tinham os simples percebido que mais tarde ou mais cedo iria tombar inerte, apesar de nunca resignada. O que não se percebe é a torrente de larachas com que todos os tais singulares agentes da nossa praça nos brindaram com respeito a esta sumarenta salada de trocas e baldrocas. Neste caso, como em muitos outros de natureza semelhante, troco tribunais, jornalistas, supervisão oficial, alcoviteiros, gatos-pingados, humoristas, macacos de gravata, políticos enjeitados e demais personagens lustrosas, pela concorrência do homem simples do povo que sempre prevê borrasca quando impera a jactância. Afinal de que nos serviu esse cortejo de gente informada e enformada? De nada, foram só patuscos!!!
 
Mário Rui
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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Os "Instrumentos Políticos pela Soberania dos Povos"



Bolívia baixa idade legal do trabalho para os 10 anos


 
Não, Evo Morales! Estás redondamente enganado!!! Estás a engrossar a fileira dos 246 milhões de explorados, e mesmo que a economia melhore à custa deste ignóbil sacrifício, também os há honrosos, jamais isso merecerá os agradecimentos da posteridade.

Quando faltam políticas públicas de assistência às famílias necessitadas, quando não se é capaz de investir para aumentar o emprego entre os adultos, esta é a medida “acertada” a que alguns “sábios governantes” recorrem. Mas atenção, a realidade mundial é esta e o resto é conversa de mau político;  trabalho infantil gera lucro para quem explora, pobreza para quem é explorado, faz parte de uma certa cultura económica estúpida e está directamente ligado ao trabalho escravo. A quem incomoda a luta contra o trabalho infantil? Incomoda aos que se incomodam com a luta contra o trabalho escravo. Incomoda aos que se incomodam com a luta contra o trabalho degradante. Se esta medida também é Instrumento Político pela Soberania dos Povos, então não estou devidamente informado sobre o efeito de tais desígnios. Nem quero estar pois deve ser muito perturbante concluir que há razões que não posso compreender.
 
Mário Rui
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