segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Pobre Sol que vais ficar sem plateia portuguesa


Não tem janelas, portas, frestas, nesgas, fendas, gretas, rachas, não tem nada que induza o IMI a entrar. A partir do momento em que o Sol passou a pagar contribuição aos homens, em especial aos que na imitação servil das obras que melhor souberam e sabem fazer, isto é, aos que com divagações e frases vagas puseram o país na sombra e agora procuram visões que hipnotizem os que têm de pagar a factura do drama, este é sem dúvida o modelo de casa que recomendo. Nesta altura há que recorrer à chamada imaginação dos espaços, que é o poder de evocar o hermetismo da habitação, de modo a que se possa evitar o poder de trazer à liça a nossa revolta e nojo que este esbulho está a pedir! E, entretanto, vamos agora ver o que se passa dos lados do contentamento histórico e do canto lírico dos que acham que o país vai melhor. Gostava muito que me fossem explicando a porção da substância que vai ficando destas espoliações. Diferentes das outras? Não, iguaizinhas, tão estáveis como as antigas, sendo que a única diferença está no grotesco dos que ainda julgam que uma tal aliança bastaria para igualar a boa política à vida airada. Quando isto mudar para MELHOR, volto a abrir tudo quanto é buraco na casa! Até lá, nem cheirar-vos ao longe!
 
Mário Rui
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